A defesa do ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva já havia solicitado que um represente da Ordem dos Advogados do Paraná (OAB-PR) acompanhasse o depoimento do cliente ao juiz Sérgio Moro e que fosse autorizada que uma pessoa indicada por ele filmasse a audiência. Agora pediu, por meio de uma liminar, que seja concedido habeas corpus que garanta a suspensão imediata do processo criminal em que o ex-presidente configura como réu sob a acusação de corrupção e lavagem de dinheiro no caso que envolve o tríplex no Guarujá, no Litoral de São Paulo, e a construtora OAS.

O advogado de defesa de Lula informou que o habeas corpus foi protocolado no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), que é a instância com poder de jurisdição e competência para decidir se mantem ou barra as decisões de Sérgio Moro.

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A defesa do ex-presidente fundamentou seu pedido na tese de que a Petrobras, apesar de ter tido tempo hábil para apresentar os documentos, somente os anexou ao processo poucos dias atrás e são cerca de cinco mil documentos com mais de 100 mil páginas que estão sem sequência e de forma desorganizada.

Para os advogados, isso torna inviável que analisem todos os documentos até quarta-feira (10), data programada para depoimento de Lula a Sérgio Moro. Caso a liminar seja concedida, o depoimento terá de ser adiado.

Os advogados Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira alegam que houve falha na entrega desses documentos por parte da Petrobras, e erro da Justiça Federal em permitir que isto ocorresse. Alegam que esta falha torna a data de 10 de maio inviável para que ocorra o interrogatório de Lula.

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Por isso, compareceram perante o Tribunal Regional Federal para protocolar a liminar em favor do ex-presidente Lula. A decisão final sobre esse impasse esta nas mãos da Corte Federal, que é o órgão com poder para decidir se será mantido ou não a data do interrogatório.

Moro já havia negado anteriormente o pedido de mudança de data, assim como negou também mudanças na forma de gravar as audiências. Dessa forma quem definirá os rumos será o TRF4.

Até o presente momento, está mantida para quarta-feira a audiência em que Lula vai ser interrogado pelo juiz federal Sérgio Moro. Ele é acusado de ter recebido um montante de R$ 3,7 milhões em propinas da construtora OAS, além de um tríplex, como forma de pagamento, pela interferência de Lula em beneficio da construtora na obtenção de contratos entre a construtora e a Petrobras. #Sergio Cabral #Lava Jato