Após estremecer as bases do governo Temer e causar o afastamento de Aécio Neves do Senado, a delação do grupo #JBS (responsável por marcas como Friboi e Seara) também deve causar forte impacto a outros grandes nomes da política.

De acordo com a revista "Época", a empresa mantinha uma conta secreta na Suíça com R$300 milhões em propina para o PT. Joesley Batista controlava a conta através de uma empresa de fachada sediada no Panamá. O dinheiro viria de uma série de vantagens ilegais obtidas pela JBS junto ao BNDES durante a gestão petista. A conta seria dividida entre os ex-presidentes #Lula e #Dilma Rousseff.

Joesley disse que o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega sacava dinheiro desta conta por ordem de Lula.

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Em seguida os valores eram depositados em contas de laranjas indicados pelo ex-presidente e pelo Partido dos Trabalhadores. Grande parte dos recursos teria sido utilizado para comprar o apoio de partidos pequenos para a campanha de Dilma em 2014.

Devastação

A colunista Eliane Catanhêde, do jornal "O Estado de São Paulo", publicou que novas informações serão divulgadas nesta sexta-feira (19). Além de Lula e Dilma, as delações também comprometem o ex-presidente do senado Renan Calheiros e o ex-chanceler José Serra.

A jornalista também disse que os irmãos Joesley e Wesley Batista, proprietários da JBS, possuem provas sobre vários nomes que até o momento não foram afetados. Após acordo, os empresários teriam passado meses realizando gravações e auxiliando os monitoramentos da Polícia Federal.

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O resultado seria devastador para todo o cenário político brasileiro.

O pedido de Dilma

Segundo a "Folha de São Paulo", Joesley Batista informou que a ex-presidente Dilma Rousseff solicitou R$30 milhões de reais para a campanha de Fernando Pimentel ao governo de Minas Gerais. O pedido teria sido feito em reunião no Palácio do Planalto em 2014 e a doação realizada através de caixa 2.

A JBS e o BNDES

A JBS cresceu exponencialmente a partir de 2007 e foi uma das grandes beneficiárias da política de "campeões nacionais" proposta pelo governo Lula. A premissa era que o BNDES fomentasse o crescimento de grupos empresariais brasileiros que pudessem competir de igual para igual no mercado internacional. Graças aos empréstimos do banco estatal, a JBS adquiriu vários frigoríficos no Brasil e no exterior. Em 2014, a empresa passou a ser a segunda maior do setor alimentício no mundo.