A grave crise política que assola o país, a partir da divulgação do conteúdo da #Delação premiada considerada "bombástica" do empresário Joesley Batista e do diretor de Relações Institucionais da empresa JBS, Ricardo Saud, além de atingir diretamente o presidente da República Michel Temer, também alcançou o ex-presidente do Senado Federal e líder do PMDB, senador #Renan Calheiros (PMDB-AL). Parte do conteúdo do acordo de colaboração premiada de Saud foi divulgado e trouxe novas revelações.

Relação entre Renan Calheiros e Instituto Ibope

O diretor de Relações Institucionais da J&F, Ricardo Saud, entregou documentos e provas de extrema importância, como parte de seu acordo de colaboração ao Ministério Público Federal.

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Trata-se de documentação relacionada a contratos e notas fiscais que teriam sido usados por meio ilícito para que pudessem dissimular a existência de propinas para a cúpula do PMDB. O delator foi contundente em afirmar à Justiça que entre os documentos apresentados, encontram-se contratos e notas fiscais emitidas pela empresa JBS ao Instituto Ibope, caracterizados por serem documentos "frios" e "fictícios", relatou em sua delação o diretor. De acordo com Ricardo Saud, "eram realizadas pesquisas para os senadores, que eram pagas por meio do recebimento de propinas, em que o Ibope recebia a propina, mas que nunca havia feito um serviço para a JBS", segundo o delator. O delator Ricardo Saud foi ainda mais longe, ao relatar que o Instituto Ibope chegou a sugerir que fossem realizados contratos fraudulentos para que pudesse justificar os repasses da JBS, em que "eles encaminhavam contratos com um punhado de pesquisas e comentavam que era necessário arquivar tudo direitinho, pois, se amanha ou depois, ocorresse alguma coisa, os contratos poderiam ser mostrados", de acordo com as afirmações de Ricardo Saud.

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Já em relação a um dos anexos da colaboração da empresa JBS com a Procuradoria-Geral da República, há a referência com base em um contrato de R$ 46 milhões destinados ao PMDB, durante as eleições de 2014. Ainda de acordo com os executivos da JBS, seriam acertos entre o então ministro da Fazenda, Guido Mantega e Joesley Batista. Em relação a Renan Calheiros, segundo o delator, parte da propina destinada à cúpula do PMDB, seria utilizada para a "preparação" da eleição do senador alagoano para a Presidência do Senado e outra parte para a campanha do filho dele para o governo de Alagoas. Foram pagos mais de R$ 9,9 milhões, segundo o delator, sendo parte justificada por meio de contratos com o Ibope.

Defesas de Renan Calheiros e Ibope contestam

O senador Renan Calheiros, por meio de sua assessoria, afirmou que o delator Ricardo Saud, tenta fazer "confusão" com informações verdadeiras, como a contratação do Ibope, já que "jamais tratou de propina com quer que seja", segundo Renan. O Instituto Ibope disse que foi com "indignação que a empresa tomou conhecimento da acusação de que teria emitido notas fiscais falsas para a JBS, como parte de pagamento de propinas sem contrapartida de bens ou serviços".

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#Corrupção