Uma divulgação de conteúdo bombástico do empresário Joesley Batista, dono da JBS, afirmou à Procuradoria-Geral da República, que o presidente da República #Michel Temer se envolveu diretamente em uma situação extremamente grave, o que pode acarretar um aumento exponencial da tensão política que permeia a realidade brasileira já há alguns anos. De acordo com as investigações e do conteúdo do acordo de colaboração premiada do empresário Joesley Batista, o presidente Michel Temer teria agido para tentar "comprar" o silêncio do ex-deputado federal e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, para que o mesmo, já preso na Operação #Lava Jato, não atrapalhasse o governo ou envolvesse a Presidência.

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A divulgação de trecho do conteúdo da delação foi apresentado nesta quarta-feira (17) e se refere a uma conversa que teria ocorrido no dia 07 de março no Palácio do Planalto. Vale ressaltar que o acordo de colaboração premiada de Joesley Batista, ainda não foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Conversa gravada

O depoimento do empresário do setor de carnes foi prestado à Procuradoria-Geral da República, durante o mês de abril, cujo conteúdo foi comunicado ao ministro relator da Operação Lava Jato, no Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin. A conversa entre o presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista, teria sido gravada por meio de um gravador escondido, de posse do empresário. Segundo o delator, ele estaria efetuando pagamentos a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro, para que se mantivessem calados.

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Ainda, de acordo com o empresário, Temer teria dado o aval, ao afirmar que "tem que manter isso".

De acordo com os desdobramentos das investigações da Polícia Federal, uma entrega da quantia de R$ 400 mil reais para Roberta, que é irmã de Lúcio Funaro. Já o valor para entrega ao ex-deputado Eduardo Cunha, seria entregue através de Altair Alves Pinto. O empresário Joesley chegou a afirmar que efetuou o pagamento de cerca de R$ 5 milhões a Eduardo Cunha, mesmo após a prisão do ex-presidente da Câmara dos Deputados. Revelou ainda que devia a quantia de aproximadamente R$ 20 milhões em relação à tramitação de uma lei que pudesse prever a desoneração de impostos no setor alimentício de produtos relacionados a frangos. Joesley revelou ainda o envolvimento do presidente do PSDB, senador Aécio Neves, que teria pedido o valor de R$ 2 milhões. #Corrupção