Em meio ao momento de reformas, o Governo Federal começa a "caminhar" com a mudança na política. No início de maio, a Comissão Especial do Senado votou o relatório parcial, sendo o primeiro da #reforma política. Das discussões realizadas, a democracia direta estava na pauta e sofreu mudança feitas pelo relator, Vicente Cândido, deputado pelo PT-SP. Foram excluídos dois parágrafos que limitavam a ação popular, sendo elogiada a mudança pelo também deputado, pelo Maranhão do PCdoB, Rubens Pereira Junior.

"A forma que existia nos parágrafos não considerava a funcionalidade da construção de uma lei, como diz no parágrafo oitavo presente na Constituição, que não haveria apresentação de emendas nos projetos que fossem de iniciativa popular quando estivessem em fase de discussão no plenário.

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É importante que se tenha uma emenda nos projetos, pois pode salvar uma proposta de lei", disse o deputador Rubens.

Outra mudança feita pelo deputado petista está na necessidade de políticos para apoiar a iniciativa popular. Foi adicionado que 1/10 de senadores e deputados federais estejam de acordo com o que for pedido pela #Sociedade no projeto. Traduzindo em números: oito senadores e 52 deputados.

A intenção da Comissão Especial é de que a reforma política já esteja em uso nas eleições de 2018. Manuel Castro, deputado pelo PMDB do Piauí, em determinado momento, disse "Estas mudanças tramitam em forma de propostas de emenda à Constituição, de uma PEC, e necessita de duas votações em cada casa, nosso prazo está acabando". O prazo para entrega das propostas é até outubro de 2017, um ano antes das eleições presidenciais que ocorrerão no ano que vem.

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Direta em João Pessoa

Se engatinha em Brasília o assunto da democracia direta, a Câmara Municipal de João Pessoa já está andando em passos mais rápidos. Um aplicativo foi desenvolvido por Márlon Reis, o mesmo jurista criador da Lei da Ficha Limpa, junto com o ITS (Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio), que nos primeiros dias já houve mais de 30 mil downloads pela população pessoense.

O app chamado de "Mudamos" faz o cidadão participar do processo de lei, além de fazer jus a Constituição Federal no seu artigo 14, capítulo IV, que fala sobre os direito políticos. "A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante: plebiscito, referendo e Iniciativa popular".

O processo para o cidadão participar é por meio de coleta de assinaturas sobre determinada iniciativa popular, que terá efeito na Câmara Municipal da cidade. "Ter um aplicativo coloca a cidade no futuro, em estado de democracia mais participativa. Temos orgulho de ser pioneiro neste sentido. Um projeto que é iniciado popularmente, tem a voz verdadeira da cidadania e está contida na #CF 88", finaliza de forma expressiva Marlon Reis.