O ex-ministro José Eduardo Cardoso, advogado que representa a defesa da ex-presidente Dilma Rousseff no processo de impeachment, voltou a solicitar perante o STF (Supremo Tribunal Federal), nesta quarta-feira (24), que seja concedido uma medida liminar que anule o processo impeachment contra ela desencadeado no Congresso Nacional e que seja devolvido a ela o cargo retirado. Quem analisará o pedido de Cardoso é o ministro Alexandre de Moraes, que herdou o caso porque o processo era do falecido ministro Teori Zavascki, a quem Moraes substituiu no STF.

Na época do afastamento, Zavascky chegou a negar a concessão de uma liminar impetrada pela defesa da ex-presidente para que fosse anulado o processo de impeachment contra a então presidente.

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Agora, a defesa de #Dilma Rousseff pede uma reconsideração.

Na petição, o advogado Eduardo Cardozo alega fatos novos. Entre eles, cita as denúncias feitas na delação dos proprietários da empresa JBS, alegando que, após a saída dela, o quadro institucional do Brasil passou sofrer uma forte crise e acentuada deterioração.

Segundo ele, o país passa hoje por uma crise política e institucional em proporções jamais vivenciadas antes. Além disso, a cada dia fica mais claro os escândalos no qual o atual presidente do Brasil, #Michel Temer, está envolvido, o que prova sua impossibilidade de permanecer no exercício do mandato para o qual nem foi eleito. Porém, foi conduzido a ele, pelo considera a defesa da ex-presidente, por um processo ilegal de impeachment.

Nas alegações, Cardoso diz que a ex-presidente Dilma teria sido afastada pelo Congresso mesmo sem ter provas que ela tenha praticado qualquer ato que pudesse configurar o crime de responsabilidade fiscal, como foi alegado, e que tudo foi uma vingança do ex-presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha, que atualmente está preso, contra ela.

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O advogado diz também que o próprio Temer teria reconhecido o desvio de poder do deputado cassado Eduardo Cunha ao aceitar ao pedido de abertura do processo de impeachment.

Diante do acentuado quadro de crise que se instalou no Brasil, a defesa de Dilma Rousseff defende o deferimento da liminar para que ela seja reconduzida ao cargo, o qual teria sido tirada por força de um ato ilegal. Afirma ainda que o país passa por uma situação de perigo, o que justificaria a recondução de um presidente eleito democraticamente e com forças para conduzir com legitimidade a profunda crise que o Brasil se encontra.

No caso de indeferimento da liminar pelo ministro Moraes, Eduardo Cardozo, solicitou que o caso seja enviado para o plenário do STF para uma apreciação definitiva. #CrisePolítica