Diante da crise política que atingiu o governo do presidente Michel Temer após a divulgação do áudio da conversa entre o presidente e Joesley Batista, a defesa da ex-presidente #Dilma Rousseff, aproveitou o frágil momento do governo e levou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (24), um novo pedido de liminar na tentativa de anular o #Impeachment sofrido por ela, em agosto de 2016, tirando-a do cargo em caráter definitivo.

O pedido está com o ministro Alexandre de Morais, que assumiu todos os casos do falecido ministro Teori Zavascki. Em liminar anterior, Teori indeferiu, em outubro de 2016, com o argumento que "não havia risco às instituições republicanas, ao estado democrátivo de direito ou à ordem constitucional", levando em conta a ocupação do cargo pelo então vice-presidente Michel Temer.

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No entanto, os últimos acontecimentos abalaram as estruturas do atual governo, e está sendo usado como argumento de reforço para explicar os motivos que levaram os advogados de Dilma Rousseff a entrar com novo pedido de invalidação do impeachment. O advogado, José Eduardo Cardozo, citou as denúncias feitas na delação dos executivos da #JBS, que fizeram com que o presidente Temer se tornasse alvo de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes de corrupção, obstrução da Justiça e organização criminosa.

Em seu texto, Cardoso reforça sua tese de ilegitimidade do governo Temer e a impossibilidade de sua permanência no exercício do mandato, citando os fatos que, para ele, se tornaram evidentes após as revelações feitas através das delações premiadas, que colocam o presidente no centro de uma investigação que pretende apurar as denúncias de corrupção e tentativa de obstrução da justiça, referindo-se ao possível pagamento realizado para manter o silêncio de Eduardo Cunha, que está preso, condenado a 15 anos e quatro meses de prisão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

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José Eduardo,Cardoso ainda reforça o fato de que o processo de impeachment seria "escandalosamente viciado e sem motivos jurídicos que pudessem vir a justificá-los".

Por último, o advogado de deseja da ex-presidente, faz um apelo ao ministro Alexandre de Morais, pedindo que ele analise com a "máxima urgência" o pedido de liminar, e se isso não for possível, que o encaminhe de forma rápida para a apreciação do plenário da Corte.

E você, o que pensa a respeito dessa tentativa da ex-presidente Dilma Rousseff de retornar à presindência? Acha que seja possível? Acha certo? Seu comentário é muito importante para a discussão deste tema.