Documentos anexados à denúncia da força-tarefa da Operação Lava Jato, que abrange o sítio que está situado na cidade de Atibaia, São Paulo, mostram que o caseiro Elcio Pereira Vieira, mais conhecido como Maradona, mandava e-mails constantemente para uma conta pertencente ao Instituto Lula sobre tudo o que acontecia diariamente no local. Segundo investigações, a propriedade pertence ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No dia 21 de abril de 2015, Maradona enviou um e-mail com informando que um avião teria chegado durante a manhã na chácara: “avião aki na chácara hoje pela manhã ” (sic) .O caseiro ainda disse que no dia 31 do mesmo mês estava acontecendo uma obra no sítio e enviou uma lista de materiais que seriam usados na obra.

Publicidade
Publicidade

O caseiro ainda destacou: "como combinado com Dona Marisa a ver depois os materiais pra fazer acabamento". A mulher de Lula, Marisa Letícia, morreu em 3 de fevereiro deste ano em decorrência de um AVC.

No mês de outubro de 2014, o caseiro de Lula também informou em e-mail, intitulado “armadilha”, que havia morrido mais um pintinho e, à noite, dois gambás tinham caído na armadilha.

A denúncia que envolve o sítio foi apresentada pelos procuradores que compõem a força-tarefa da #Lava Jato, à Justiça Federal, em Curitiba, na segunda-feira (22). Entre os denunciados estão o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht.

A partir deste momento, competirá ao juiz Sergio Moro, que está à frente das ações penais da Operação Lava-Jato, aceitar ou não as denúncias oferecidas pelo Ministério Público Federal.

Publicidade

Caso Moro venha a aceitar a denúncia, Lula também vai passar a ser réu neste novo processo.

Entenda do que se trata a denúncia

A acusação trata do pagamento de propina de pelo menos R$ 128 milhões pela Odebrecht e de outros R$ 27 milhões por parte da OAS. Conforme a denúncia, Lula foi beneficiado com parte desse dinheiro, por meio de obras realizadas no sítio Santa Bárbara, em Atibaia, cuja escritura está no nome de Fernando Bittar, mas que o MPF defende que pertence, na verdade, ao ex-presidente.

As obras, conforme a denúncia, serviram para adequar o imóvel às necessidades de Lula. Segundo o MPF, a Odebrecht e a OAS custearam R$ 850 mil em reformas na propriedade. #Corrupção #Política