As #eleições presidenciais podem ser adiadas para outubro de 2020, estendendo o mandato do presidente Michel Temer (PMDB-SP) por mais dois anos, para implementação de um novo sistema de eleições simultâneas, com pleitos para todos os cargos eleitivos. Essa possibilidade foi ventilada pela oposição, na tarde desta quinta-feira (4), mas, ao que tudo indica, as eleições gerais deverão mesmo acontecer só em 2022.

A possível prorrogação do mandato de Temer foi chamada por alguns congressistas de "Golpe 2.0", mas logo o deputado petista Vicente Cândido (PT-SP), que atua na comissão que estuda o assunto, emitiu uma nota informando que as eleições de 2018 estão garantidas e devem ocorrer no atual formato.

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Uma comissão especial, instaurada na Câmara dos Deputados, também nesta quinta-feira, está analisando uma proposta de emenda constitucional (PEC nº 77/2003), que estabelece algumas mudanças nas eleições, somando-se à reforma política que vem sendo discutida no Congresso.

A comissão especial foi instalada pelo presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), com o objetivo de dar atenção especial ao projeto do deputado Marcelo Castro (PMDB-PI).

Pela proposta, as eleições aconteceriam a cada cinco anos, para todos os cargos eletivos, incluindo presidente e vice-presidente, governadores e respectivos vices, prefeitos e vice-prefeitos, deputados federais, deputados estaduais, senadores e vereadores.

O projeto do deputado piauiense também altera os mandatos dos agentes políticos para cinco anos, com exceção dos senadores, que passariam a permanecer na função por 10 anos, ao invés de 8, como acontece hoje.

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Outra alteração proposta é a extinção da reeleição para os cargos majoritários, ou seja, governadores, prefeitos e presidente da República.

Com as eleições acontecendo apenas em 2020, as eleições do ano que vem - para presidente, governadores, senadores e deputados - seriam canceladas, estendendo os mandatos eletivos por mais dois anos.

Abaixo, cópia resumida da proposta veiculada na rede social Twitter.

Repercussão

Por falar em Twitter, o nome do deputado Rodrigo Maia e a hashtag #PEC77 figuraram nas trending topics na rede social, na tarde desta quinta-feira. As críticas ao teor do documento repercutiram muito mal.

Não foi pequeno o número de críticas à proposta, já que a popularidade do presidente Temer anda em baixa, por causa das reformas implementadas, e os brasileiros não veem a hora de poderem votar de novo, no ano que vem.

Os partidários do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegaram a chamar a proposta de "golpe dentro do golpe", já que, tecnicamente, a alteração na legislação tecnicamente impediria a participação de Lula no pleito e, até 2020, esfriaria o nome do petista na disputa.

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Hoje, ele aparece na dianteira de grande parte das pesquisas eleitorais, entre elas a do Datafolha.

Após o estrago nas redes sociais, o deputado petista, que preside a Comissão Especial da Reforma Política, usou o Facebook para emitir uma nota tranquilizando a opinião pública. "A instalação desta Comissão de PEC ocorre de maneira simbólica, uma vez que apresentaremos um substitutivo que institui, entre outras medidas, a descoincidência das eleições a partir de 2022 (em anos separados para executivo e legislativo), fim dos cargos de vice, mandato de 10 anos para representantes das Cortes e adoção do sistema distrital misto nas eleições, a partir de 2026", escreveu. #eleição em 2020 #PEC 77