O procurador Geral da República, #Rodrigo Janot, foi criticado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), #gilmar mendes, após protocolar uma ação tentando impedir que Mendes seja o responsável por julgar os processos envolvendo o empresário #Eike Batista. Janot acentua que Gilmar Mendes não seria a pessoa mais capaz para atuar nesse processo devido a sua esposa, Guiomar Mendes, trabalhar no escritório de advocacia que realiza o processo de defesa de Eike, tendo como responsável o advogado Sérgio Bermudes.

A ministra e presidente do STF, Cármen Lúcia, enviou um ofício para Mendes e deu a oportunidade para ele se pronunciar sobre o ocorrido.

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O ministro ressaltou que a atitude de Rodrigo Janot seria uma "ataque pessoal" e solicitou que esse impedimento fosse arquivado pela Suprema Corte.

Ao se pronunciar sobre a acusação, Gilmar Mendes foi enfático e analisou que Rodrigo Janot se utilizou de uma "velha estratégia" e avaliando que a atuação foi feita de forma "imprudente", utilizando-se de argumentos que seriam "inconsistentes".

O empresário Eike Batista é acusado de inúmeros crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Ele é investigado pela Operação Lava Jato e chegou a ser preso, mas por decisão de Gilmar Mendes, que acatou um pedido da defesa de Eike, o empresário foi solto em abril deste ano. Rodrigo Janot acredita que Gilmar não seria a pessoa apropriada para lidar com o habeas corpus apresentado pela defesa de Eike devido Guiomar Mende ter um contato muito próximo com o advogado de Eike.

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Durante sua manifestação de "repudio" a atitude de Janot, Mendes não poupou críticas e avaliou que esse impedimento movido contra ele é um "tiro que sai pela culatra", dizendo que Janot teria agido com "embriaguez e cegueira".

Eike Batista acusado

O empresário de prestígio brasileiro, Eike Batista, se prejudicou nas investigações da Polícia Federal e foi capturado com um mandato de prisão durante a Operação Eficiência, um âmbito da Lava Jato. Eike é acusado de participar de um esquema ilícito com o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que também foi preso pela Operação Lava Jato. O acordo entre Eike e Cabral envolvia benefícios pessoais e acordo de negócios no Rio. O Ministério Público Federal (MPF) é o órgão que faz as acusações.

Recentemente, o desembargador do Tribunal Regional Federal da 2° Região (TRF) manteve a decisão de bloquear o valor de R$ 900 milhões do empresário. Eike já foi considerado o homem mais rico do Brasil.