Há poucos dias, o Brasil parecia estar se recuperando. O mercado de ações estava crescendo, os banqueiros se animando, o legislativo estava alinhado com a redução de gastos e a inflação domesticada.

Porém, em questão de horas, tudo começou a desmoronar com o envolvimento do presidente Michel #Temer em um escândalo de corrupção, acusado de receber milhões de forma ilícita e grampeado discutindo como obstruir a Lava Jato.

O surpreendente e bombástico áudio deixou claro que a crise instituconal no Brasil e a corrupção estão longe de acabar, primeiramente, caso Temer seja deposto ou renuncie, os dois primeiros na linha sucessória, Rodrigo Maia e Eunício de Oliveira, presidente da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, respectivamente, estão também envolvidos em escândalos de corrupção.

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"É assustador que esta não seja nem a primeira vez que Temer foi gravado e traído nos últimos meses", disse Mauricio Santoro, cientista político da UERJ.

As acusações resultaram em uma enxurrada de pedidos para que Michel Temer renunciasse ao cargo de presidente da República, o que derrubou o mercado financeiro e criou um medo de que o Brasil volte ao caos político e econômico dos últimos dois anos.

Encontro indigesto

Críticos de Temer dizem que ele, não deveria, a principio, nem ter aceito se encontrar com Joesley, pois o mesmo já era investigado pela Operação Lava Jato.

O governo de Michel Temer já sofria de baixa popularidade, o que foi agravado com a delação e com a gravação feita pelo dono da JBS com a Polícia Federal. "A popularidade do governo já era baixa, mas agora está ainda mais baixa", disse Carlos Melo, cientista político do Insper.

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"Isto irá dificultar a aprovação de reformas impopulares por parte do governo".

Desde que assumiu, o governo Temer tem sofrido com escândalos de corrupção, com ministros sendo exonerados por estarem sendo investigados, ou até mesmo entregues por seus próprios pares, como no caso de Geddel Vieira Lima, então ministro da Secretaria de Governo, e Marcelo Calero, ex-ministro da Cultura, além do próprio presidente ser alvo de delações e acusações de recebimento de propina, porém, por ser presidente, Michel não pode, de acordo com a constituição, ser investigado por crimes cometidos antes de sua posse, somente após o término do mandato as investigações poderiam ser retomadas, mas com o evento das gravações desta semana, a Procuradoria Geral da República pode pedir a abertura de investigações, uma vez que, se houve o cometimento algum crime, ele ocorreu durante o atual mandato. #Instabilidade Política