Nesta quarta-feira, a ex-primeira dama do Rio de Janeiro, #Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador Sérgio Cabral, concedeu uma informação extremamente comprometedora à #Justiça e que poderá levá-la novamente à prisão em regime fechado.

De acordo com notícia publicada no jornal 'Folha de São Paulo', logo após a sua saída da prisão, a ex-primeira dama fez movimentações financeiras milionárias que totalizam 1,2 milhão de reais. Mesmo com os bens e as contas bancárias bloqueadas pela Justiça desde a deflagração da Operação Calicute da Polícia Federal (realizada em novembro de 2016), Adriana Ancelmo conseguiu fazer essas transações.

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Questionada pela Justiça, na pessoa do juiz Marcelo Bretas, Adriana Ancelmo afirmou que conseguiu fazer a movimentação financeira devido à retirada de recursos de uma previdência privada que possui e que tem seus filhos como beneficiários.

"Consegui fazer a transferência com o intuito de pagar os honorários advocatícios e também as dívidas com funcionários do escritório. O banco disse que isso poderia ser feito por ser recursos de previdência privada", afirmou a ex-primeira dama.

Adriana Ancelmo ainda afirmou que fez a operação financeira por meio de uma secretária particular, no entanto, ela não conseguiu esclarecer como foi feita a movimentação e se a mesma foi feita antes ou depois de sua saída da prisão. Ela disse que após essa transação, todos os recursos de previdência privada foram zerados.

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Legalmente, Adriana Ancelmo não poderia ter feito movimentação financeira

De acordo com o procurador Rodrigo Timóteo, a movimentação financeira feita pela ex-primeira dama Adriana Ancelmo não poderia ter sido feita em nenhuma hipótese, já que todas as contas bancárias em seu nome estão bloqueadas. Segundo o procurador, é um dever da Justiça averiguar o que realmente aconteceu e que essa movimentação financeira não tem sentido, já que todas as contas estão bloqueadas.

Rodrigo Timóteo também disse que um ofício judicial será formulado e enviado diretamente ao banco Itaú, que foi a instituição responsável pela transferência milionária, para que seja esclarecido todos os detalhes de como a operação foi concretizada mesmo com bloqueio da Justiça.

Ainda segundo o procurador Rodrigo Timóteo, pode ter existido sim, uma quebra de ordem judicial e de bloqueio, e que se realmente houve tal procedimento, as providências cabíveis serão tomadas. #Política