O relator da Operação #Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, permitiu a divulgação do conteúdo da delação premiada do casal de ex-publicitários das campanhas petistas, João Santana e Mônica Moura. As informações coletadas do casal foram consideradas de alta relevância e de conteúdo "bombástico" no âmbito das investigações da Operação Lava Jato.

Avanço da Lava-Jato

De acordo com o depoimento do casal de ex-marqueteiros do PT, a ex-presidente da República, #Dilma Rousseff, demonstrava grande preocupação com o avanço das investigações da força-tarefa da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Os delatores contaram ao Ministério Público Federal (MPF) a respeito de uma troca de mensagens entre o casal de ex-publicitários e a ex-presidente da República.

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De acordo com os depoimentos de João Santana e Mônica Moura, teria sido criado um e-mail fictício em comum com Dilma Rousseff, através do qual o casal era avisado de operações de investigação da Polícia Federal, com antecedência por parte da ex-presidente.

Mônica Moura chegou a revelar que a ex-presidente Dilma teria telefonado para o casal na República Dominicana, para avisar que a prisão do casal estava decretada. A ligação teria sido efetuada em 21 de fevereiro de 2016. Um dia após o telefonema, teria sido deflagrada pela Lava-Jato, a 23ª fase da Operação, tendo como alvos o casal de ex-publicitários. Mônica Moura, vinda dos Estados Unidos, através em uma conversa nos jardins do Palácio do Alvorada, em Brasilia, teria sido informada por Dilma Rousseff que "as investigações poderia chegar até a existência das contas que o casal possuía na Suíça, o que poderia colocar Dilma em perigo", de acordo com as investigações do Ministério Público Federal.

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A principal razão do receio da ex-presidente é que ela sabia que a empreiteira Odebrecht teria realizado o pagamento de suas campanhas por meio de depósitos de propinas para a conta do casal de ex-marqueteiros. Dilma teria sido contundente à Mônica: "precisamos manter um contato frequente e de modo seguro, pois, para que eu possa lhe avisar sobre o andamento das investigações, já que o José Eduardo Cardozo está me informando tudo frequentemente", revelou Dilma. Por meio da criação de um e-mail fictício, a ex-presidente avisaria o casal de ex-marqueteiros sobre o andamento das investigações da Lava Jato, através de informações repassadas por Cardozo, ex-ministro da Justiça.

Dilma e Cardozo se defendem

A ex-presidente Dilma Rousseff afirmou que "Mônica Moura e João Santana prestaram falso testemunho, faltando com a verdade em seus depoimentos, por pressão dos investigadores". Já o ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que "só recebia as informações da LavaJato durante o momento em que eram realizadas as operações, afirmando ser "totalmente inverossímil a história dos delatores", ressaltou. #Corrupção