Nesta quarta-feira (03), o ministro e relator dos processos da Operação #Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (#STF), Edson Fachin, manteve a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e negou o pedido de liberdade do ex-ministro Antonio Palocci. O STJ já havia negado o pedido de habeas corpus, mas a defesa do ex-ministro tentou novamente, só que agora buscando "socorro" ao STF para tentar reverter a situação.

Edson Fachin avaliou que não há nenhum tipo de irregularidade com a decisão do STJ e que decide por também negar o pedido. Além disso, Fachin pediu para o juiz federal Sérgio Moro, responsável por decretar a prisão do ex-ministro na 13° Vara Federal de Curitiba, que passasse mais informações sobre todo o processo no qual Palocci é acusado.

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Em 2016, Sérgio Moro decretou prisão preventiva do ex-ministro, que é acusado de crimes de #Corrupção e lavagem de dinheiro. O Ministério Público Federal (MPF) acusa o Palocci de receber propinas da empreiteira Odebrecht, para que em troca, ele beneficiasse a empreiteira, nisso foi montado um forte esquema de corrupção perante o governo federal. Quando o STJ recebeu o pedido da defesa, alegou que manter Palocci na prisão seria para garantir a ordem pública e assegurar a Lei.

Supremo Tribunal Federal

O ministro do STF, Gilmar Mendes, concedeu para o ex-ministro José Dirceu a prisão domiciliar. O Ministério Público Federal mostrou desgosto perante a decisão, já que Dirceu tem uma lista de 33 acusações de crimes de lavagem de dinheiro. Mendes criticou o MPF dizendo que estariam de "brincadeira" e que o órgão não poderia ficar acima do Supremo, enfatizando que sua decisão seria uma "lição para o Brasil".

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Em 3 votos a 2, José Dirceu conseguiu a prisão domiciliar, e a decisão abriria espaço para que outros presos como o ex-ministro Palocci entrassem com pedido de soltura. Edson Fachin foi contra a decisão de Gilmar Mendes, votando para que Dirceu continuasse na cadeia. Nas redes sociais, várias críticas foram dadas a Gilmar, e agora Fachin também mostrou-se contra a soltura de presos.

A 35° fase da Operação Lava Jato foi responsável por prender Palocci, no mês passado o ex-ministro prestou depoimento para o juiz federal Sérgio Moro e disse que teria muitas coisas para contar na Justiça, podendo incriminar muitos outros políticos e empresários.

Palocci tenta fechar acordo de delação premiada, e se isso acontecer, o maior escândalo de corrupção do Brasil apresentará novas acusações.