A grave crise política que se acentuou principalmente em relação ao suposto envolvimento do presidente da República, #Michel Temer, aumentou exponencialmente a temperatura política em Brasília e também se refletiu no Supremo Tribunal Federal (#STF). Com a divulgação do conteúdo considerado "bombástico" do acordo de delação premiada implementado juntamente ao empresário Joesley Batista, dono da JBS, que é uma das empresas do setor alimentício de carnes no Brasil, acarretou um clima de "perplexidade" entre políticos na capital federal. A delação de Joesley, entretanto, ainda não foi homologada pelo ministro-relator da Operação Lava Jato, na mais alta Corte brasileira, Luiz Edson Fachin, que deverá ter um "duro" trabalho à frente, a partir da análise do conteúdo da delação que pode significar a continuidade ou o fim do governo do presidente Michel Temer.

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De acordo com trecho do conteúdo da delação premiada de Joesley Batista, o presidente Michel Temer teria dado o aval para que fosse "comprado" o silêncio do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, do PMDB, do Rio de Janeiro. A situação de Temer se complica, a partir do momento em que haja a possibilidade de que se comprove ou não a veracidade dos fatos, já que o delator afirmou que possui gravações contendo declarações do próprio Michel Temer, por meio de um gravador escondido disponibilizado pelo empresário, e que o presidente da República concorda com essa ação dirigida a Eduardo Cunha.

Ministro do Supremo 'se fecha' em gabinete

O ministro-relator da Operação #Lava Jato no Supremo Tribunal Federal tomou uma ação inesperada, ao ser questionado por jornalistas a respeito da situação que envolve o governo do presidente Michel Temer, após a divulgação de parte do conteúdo da delação premiada do empresário Joesley Batista.

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O gabinete do ministro Luiz Edson Fachin fechou as portas a um grupo de jornalistas que se aproximou para saber mais detalhes referentes ao caso que envolve o presidente da República. A homologação do acordo de colaboração premiada do empresário que é dono da empresa de carnes Friboi, deverá ser decidida pelo ministro-relator da Lava Jato no STF. A assessoria de imprensa da Suprema Corte ainda não se manifestou sobre o caso. De acordo com divulgação da imprensa, o ministro Fachin ainda se encontrava em seu gabinete nesta quarta-feira, até as 10 horas da noite. Após alguns minutos de espera, os jornalistas que se encontravam próximos ao gabinete do magistrado, foram avisados por um funcionário do gabinete, que as portas da sala seriam fechadas e que eles deveriam se retirar do local. O funcionário informou também que o costume é que o gabinete tenha as portas fechadas por volta das 20 horas.