O ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, afastou #Aécio Neves (PSDB-MG) do cargo de senador. Em relação à #Prisão do presidente nacional do PSDB, #fachin achou melhor não decidir isso sozinho. A Procuradoria Geral da República foi quem pediu ao relator da Lava Jato a prisão de Aécio.

O ministro Fachin decidiu levar a decisão ao plenário do Supremo. Até o momento desta reportagem, a Corte não havia se pronunciado sobre a decisão. Na pauta de hoje, estão julgamentos relacionados a aposentadoria de servidores. Segundo informações, é possível que Fachin converse com a presidente do STF, Cármen Lúcia, para julgar o pedido de prisão do senador mineiro, em caráter de urgência.

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O ministro do STF também decidiu impôr duas medidas cautelares ao tucano: ele não poderá ter contato com nenhum investigado ou réu do conjunto de fatos expostos na delação e também não poderá sair do país. Fachin quer a máxima discrição nos mandatos.

O ministro também avisou que devem ser evitadas algemas, preservando a imagem do tucano. As autoridades policiais devem pevitar qualquer exposição pública dos denunciados.

Delação

Os irmãos Joesley e Wesley Batista, donos do frigorífico JBS, entregaram uma gravação em que o presidente Michel Temer dá aval para a compra do silêncio do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. Temer nega o fato e diz que jamais evitou uma delação de Cunha.

O caso do Aécio, descrito pelos delatores, também "estremeceu" o cenário político-brasileiro.

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Diante do avanço da Operação Lava Jato, Aécio pediu R$ 2 milhões ao frigorífico JBS para o pagamento de advogados. O senador nega.

Com todas essas informações, a quarta-feira terminou tensa e a quinta será um dia de decisões importantes do STF.

Rodrigo Janot pediu a prisão do senador, mas por enquanto, o relator da Lava Jato decidiu apenas afastá-lo do cargo. O ministro Fachin determinou que a decisão da prisão será feita pelo Plenário do Supremo.

Fachin também pediu o afastamento do cargo do deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). De acordo com a delação dos empresários, Loures foi enviado por Temer para o recebimento da propina.

A Polícia Federal, no momento, faz buscas em endereços que são ligados a Aécio Neves. Já foram presos na operação da PF, a irmã do senador, Andrea Neves e o seu primo Frederico Pacheco de Medeiros. Também foi preso o procurador da República, Ângelo Goulart Villela, suspeito de beneficiar uma empresa ligada à JBS.

Diante de toda essa repercussão, Temer pretende dar um depoimento, nesta quinta (18), para explicar o que está acontecendo. Ele está reunido com seus ministros em seu gabinete.

Operação Patmos

A Operação da PF que tem como alvo empresas ligadas ao presidente do PSDB foi batizada de Patmos. Esse nome é uma referência à ilha grega onde João, apóstolo de Jesus, teve visões do Apocalipse.