O ex-presidente da república Fernando Henrique Cardoso (PSDB), concedeu uma entrevista nesta terça-feira ao jornal Folha de São Paulo e fez revelações surpreendentes sobre quem deve se candidatar ao palácio do planalto em 2018. Para o tucano, o prefeito de São Paulo, João Doria e o apresentar da Rede Globo, Luciano Huck, são o que há de novo na política brasileira.

Para o ex-presidente ainda é muito cedo para se falar de possíveis candidatos para presidente da república, mas ele abriu o jogo e afirmou que esses dois nomes podem surgir fortes no cenário político brasileiro nas eleições presidenciais em 2018. Na opinião de #FHC, o sistema instaurado na política brasileira não permite que se apareçam novos líderes nacionais.

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Mas João Doria e Luciano Huck estão sendo ‘propelidos pelas forças de sempre’.

Lava Jato e Michel Temer

Para Fernando Henrique Cardoso a maior operação de combate à corrupção no país, a Lava Jato, liderada pelo juiz Sérgio Moro está tendo um impacto direto na sociedade e na opinião pública. Antes desses processos, o PSDB sempre teve muitos quadros, inclusive, sempre três ou quatro potenciais candidatos à presidência da república.

Sobre a entrada do PSDB no governo de Michel Temer (PMDB), FHC afirmou que a entrada no novo governo após o impeachment de Dilma Rousseff foi uma obrigação, já que se não houvesse um acordo com o novo governo, a população acusaria o PSDB de irresponsabilidade por ter ficado de fora. Na ótica do ex-presidente, o seu partido seria criticado de qualquer forma, pois existe um preço a pagar quando se assume um governo que deixou o país em uma situação crítica de crise econômica.

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Para ele, Temer assumiu uma ‘massa falida’.

Lula

Sobre a ascensão do ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva nas pesquisas para a corrida presidencial divulgadas pelo Instituto Data Folha, Fernando Henrique Cardoso disse que acha muito estranho a liderança de Lula nas pesquisas. Para ele, o PT não existe mais, ‘o PT virou o Lula’.

Para o tucano, o petista perdeu os votos da classe média do país e também do ‘pessoal do dinheiro’, e essa grande perda é para sempre, o PT não irá recuperar mais.

“A credibilidade de Lula e do PT está muito arranhada”, afirmou o ex-presidente que também disse que Lula enfrentará muita pressão nos temas de sua campanha, caso ele consiga realmente disputar a eleição de 2018, principalmente se as eleições forem para o segundo turno. #Eleições 2018