A libertação do ex-ministro petista José Dirceu, considerado um dos homens mais fortes durante o governo do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, não se tornou motivo de muito entusiasmo por parte de pessoas próximas a ele, principalmente, em se tratando de seus familiares e amigos. Dirceu teve sua liberdade concedida nesta terça-feira (02), a partir de decisão proferida pela segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), sendo que os três votos favoráveis à concessão de liberdade, foram apresentados pelos ministros Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Já contrariamente à decisão majoritária da segunda Turma da Corte, tiveram votos proferidos para que Dirceu continuasse e regime de prisão preventiva, o ministro decano Celso de Mello e pelo ministro relator da Operação Lava-Jato, no #STF, Edson Fachin.

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A Lava-Jato é a maior operação de combate à #Corrupção já deflagrada no Brasil e é comandada em primeiro grau pelo juiz Sérgio Moro, cujos trabalhos são implementados na décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no Paraná. A força-tarefa apura escândalos bilionários, por meio de rombos nos cofres públicos da maior estatal brasileira, a Petrobras.

Receio de volta à prisão

A notícia que motivou os rumores de que a liberdade de José Dirceu seria concedia pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (02), acabou tendo proporcionado um sentimento de "insegurança" por parte de seus familiares, amigos e também advogados. Muitos não demonstraram muito entusiasmo com a decisão, pois, acreditam, de modo reservado, que passa a ser grande a possibilidade que o ex-ministro petista volte à prisão.

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A alegria ,de certa forma, "moderada" por parte de seus familiares contribuiu para que houvesse esse "clima". Advogados ligados aos processos que envolvem o ex-ministro, que é réu condenado em duas ações no âmbito da Operação Lava-Jato, acreditam que a "alegria pode ser mesmo passageira".

Segundo os aliados e defensores de José Dirceu, a tendência é que seja apressada a condenação dele no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4.ª Região), o que, em tese, já sentenciado em segunda instância, o ex-ministro voltaria em breve para cumprir pena na cadeia.Uma das situações que podem favorecer esse entendimento, é que a iniciativa dos procuradores federais da Lava-Jato, em Curitiba, de oferecer nova denúncia contra Dirceu, justamente no dia em que o ex-ministro seria julgado pelo STF, já reforçam essa impressão. Amigos e familiares de Dirceu, relatam ainda, que os recursos financeiros do ex-ministro já secaram. #Lava Jato