Na última semana, o Brasil viveu momentos difíceis em sua política. O presidente da república, Michel Temer, do PMDB, virou alvo de acusações importantes do empresário Joesley Batista, dono da JBS. Casado com a jornalista Ticiana Villas Boas, Joesley afirmou que Temer teria dado o aval para que uma mesada a Eduardo Cunha, ex-deputado federal pelo PMDB, ficasse calado. Analistas políticos garantem que a denúncia pode causar a queda de Temer, seja por meio de um possível impeachment (vários pedidos já foram protocolados na Câmara dos Deputados), ou então por meio da renúncia do sucessor da ex-presidente Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT).

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Em dois pronunciamentos dados desde o escândalo político, Michel já avisou que não vai renunciar. Ele pede ainda que o Supremo Tribunal Federal (STF) suspenda um inquérito aberto contra ele.

Posição das Forças Armadas em meio ao caos político

Diante de uma situação tão complicada, muitas pessoas temem que seja necessário uma intervenção militar para que haja uma sucessão de poder e a manutenção da ordem no país. No entanto, como mostra uma reportagem do jornal 'O Globo', por enquanto, Aeronáutica, Exército e Marinha não pretendem tomar qualquer atitude de força. Em notas divulgadas no fim de semana, essas entidades revelam que vão garantir apenas aquilo que é preceito na Constituição brasileira. Segundo 'O Globo', houve um encontro dos comandos dessas forças militares com o presidente Temer após o escândalo político eclodir na mídia.

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O posicionamento das #Forças Armadas nesse momento torna-se importante por muitos motivos. Um deles é óbvio. O Brasil, entre os anos de 1964 e 1984 viveu um período conhecido como 'Ditadura'. Muitos dos adultos de hoje passaram por esse período, ou pelo menos tem alguma vivência desse trecho histórico, através de depoimentos de pais ou avós. Com um país aparentemente mais instável, o fantasma da 'Ditadura' parece voltar a eclodir. No entanto, os militares tentam reforçar a ideia de que não ficarão à frente do poder novamente, seja no caso de uma renúncia ou do impeachment de Michel Temer. Não é a primeira vez que esse posicionamento fica explícito em declarações dadas na mídia.

No ano passado, diante da polêmica envolvendo Dilma, algo parecido aconteceu. Naquele tempo, novamente, as Forças Armadas se negaram à uma possível tomada de poder. No caso da nossa turbulência política, houve também, o cuidado da entidade para evitar interpretações de que o encontro com Temer poderia ser um apoio ao presidente neste momento.