O cenário político brasileiro ainda vive episódios de turbulência e de tensão. O presidente Michel Temer tenta sobreviver, após sofrer vários pedidos de impeachment. A delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista desestabilizaram o governo e as pressões aumentam a cada dia. O ministro do Supremo Tribunal Federal (#STF), #Edson Fachin, foi quem homologou a delação da grande JBS, mas agora está sofrendo ataques pelas suas atuações.

O colunista do jornal "O Globo", Jorge bastos Moreno, publicou uma notícia que acabou deixando o ministro envergonhado e sem reação. De acordo com o colunista, Fachin foi ajudado por parlamentares ligados à JBS quando estava almejando a cadeira da #Corte Suprema, em 2015.

Publicidade
Publicidade

Moreno disse que o próprio ministro confirmou isso a ele. Fachin precisava da confiança e voto dos senadores para alcançar o cargo e Ricardo Saud, diretor das relações Institucionais da empresa JBS, teria o ajudado no relacionamento com os 81 senadores.

Constrangimento

Alguns ministros da Corte ficaram constrangidos com o envolvimento do ministro com o delator do frigorífico e a imagem que criaram é que a Operação Lava Jato pode ficar "arranhada" em Brasília, após essa polêmica.

Parlamentares que confirmaram a ajuda de Saud para o ministro comentaram que, agora, Fachin terá que usar a mesma estratégia dos políticos corruptos: "Eu não sabia".

A assessoria do ministro ressaltou que ele não irá comentar o caso e o episódio tem sido minimizado pelos colegas da Corte. Um dos ministros do STF disse que não há culpa pretérita nesse episódio.

Publicidade

Envolvimento

Fachin foi indicado pela presidente cassada Dilma Rousseff para ocupar uma cadeira na Corte. Na época, ele chegou a criar uma página na internet para explicar acusações sobre uma dupla atividade profissional quando ocupou o cargo de procurador no Estado do Paraná.

A pessoa responsável, na época, em manter o site era Renato Rojas da Cruz, que trabalhou na última campanha da ex-presidente Dilma. Ele era chefe da equipe de criação de redes sociais.

Esse envolvimento de Fachin com o delator da JBS criou incertezas e, agora, resta aguardar um posicionamento do ministro.

Edson Fachin é relator da Lava Jato no Supremo e já foi elogiado por Sérgio Moro. Ele possui um trabalho sério e já demonstrou, através de suas decisões, que não aceita a corrupção. Ele votou contra a soltura do ministro José Dirceu e de outros presos da Lava Jato.