Um dos principais fundadores do Partido dos Trabalhadores (#PT) e ex-ministro durante a gestão de governo do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, o cientista político Francisco Weffort, foi contundente em sua análise em relação ao atual e grave momento da história política brasileira.

Weffort, de 80 anos de idade, foi secretário-geral do PT durante os anos que compreendem o período de 1984 a 1988. Mais tarde, Francisco Weffort deixou a sigla e se tornou ministro da Cultura no governo FHC, no período de 1995 a 2002.

Conversas gravadas do presidente Temer

Em uma entrevista concedida à imprensa, o cientista politico Francisco Weffort apontou que os diálogos que envolvem conversas gravadas entre o presidente da República, #Michel Temer, e o empresário Joesley Batista, que é dono da maior empresa alimentícia de derivados de carne animal do mundo, a JBS, não comprometem o atual mandatário do país.

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Entretanto, Weffort faz uma ressalva em relação à grave crise política instalada no Brasil.

De acordo com o ex-ministro, a possível paralisação das reformas trabalhista e previdenciária é o maior risco para o país no momento atual. O fundador do PT fez ainda uma crítica direcionada àqueles que não apoiam a implementação das reformas no país, ao afirmar que o caso envolvendo a captação das conversas do presidente Michel Temer seria um "golpe" de "segmentos" da política que se consideram desfavorecidos pelas reformas em discussão no parlamento brasileiro.

Ao fazer menção às reformas do governo Temer, Francisco Weffort foi contundente em se tratando da necessidade de implementação da reforma trabalhista no que se refere ao fim do imposto sindical. "Acabaria com os sindicatos de carimbo e com a pelegada", afirmou.

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O ex-ministro do governo de Fernando Henrique Cardoso foi enfático em sua defesa à Operação #Lava Jato, da Polícia Federal. Segundo Weffort, a Lava Jato é "o maior e o mais benéfico acontecimento político da história da democracia brasileira".

Já em relação à eventual renúncia do presidente Temer, o cientista político afirmou não que não é favorável que isso ocorra e que, além de tudo, é um ato de livre vontade de quem vier a renunciar. Ao ser indagado sobre o sistema eleitoral brasileiro, Weffort é contra uma das bandeiras mais antigas do PT, o voto em lista fechada.

Ele ressaltou ser favorável ao voto distrital misto, já que possibilita ao eleitor ter direto a dois votos: um de poder escolher o seu candidato no distrito e o outro de legenda, que permite a escolha do candidato em toda a região em que o mesmo é inscrito. Francisco Weffort também se posicionou contra o financiamento público de campanha eleitoral.