Nesta última terça-feira (02), o Supremo Tribunal Federal (#STF) surpreendeu a população brasileira e membros da força-tarefa da Operação #Lava Jato após comunicar a decisão de soltura do ex-ministro petista José Dirceu. Em 3 votos a 2, os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski tomaram a decisão que confronta a Lava Jato.

Antes da decisão ser anunciada, na manhã desta terça-feira o procurador da República Deltan Dellagnol apresentou mais um denúncia contra José Dirceu, acusando-o de receber propina avaliada em R$ 2,4 milhões das empreiteiras UTC e Engevix, o valor foi destinado para o ex-ministro durante seu julgamento no processo do mensalão, e continuou, até mesmo depois do julgamento.

Publicidade
Publicidade

Gilmar Mendes criticou duramente a força-tarefa da Lava Jato por fazer uma denúncia justamente no dia em que o STF iria rever a situação do ex-ministro. Com isso, Mendes disse para os ministros presentes, como Edson Fachin, que o STF não deveria se "deixar levar" por esse tipo de pressão que a procuradoria Geral da República estaria exercendo.

Ao se referir ao procuradores, Mendes disse que eles seriam "jovens demais" e que não teriam a experiência institucional necessária, fazendo então infantilidades, Mendes avisou Lewandowski que se eles deixassem de tomar uma decisão porque procuradores estariam tentando fazer uma "pressão", eles também deixariam de serem "supremos" e isso seria uma irresponsabilidade ao Estado de Direito. Enquanto discursava, Mendes votava a favor da soltura de Dirceu, que está preso desde 3 de agosto de 2015.

Publicidade

Gilmar foi enfático e disse que ir contra a manifestação do Ministério Público Federal, é dar uma "lição ao Brasil", mostrando quem realmente "manda", tirando a compreensão de que o MPF é acima do STF, algo que é contraditório. "Creio que o tribunal está dando uma lição para o Brasil", disse, claramente, Mendes.

Deltan Dallagnol

O procurador Geral da República e coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, disse que vê incoerência na decisão do Supremo, pois o STF já julgou casos de menor gravidade, mantendo prisões extensas. Deltan diz que a situação de Dirceu é considerada grave. O ex-ministro tem 33 acusações envolvendo crimes de lavagem de dinheiro.

Além de Dirceu, o STF também soltou o amigo do ex-presidente Lula, o pecuarista José Carlos Bumlai, preso também pela Operação Lava Jato. #Corrupção