Após a votação no #STF que resultou em liberdade para o petista José Dirceu, o ministro #gilmar mendes fez duras críticas à força-tarefa do Ministério Público Federal do Paraná, que tem como objetivo de conduzir os processos da Operação #Lava Jato em primeira instância, após eles terem apresentado uma suposta denúncia contra o ex-ministro, no dia em que seu pedido de liberdade estaria sendo votado pela segunda turma do STF.

"A imprensa publica que as razões que os valorosos procuradores de Curitiba dão para a data de hoje é porque nós julgaríamos o habeas corpus hoje, ministro Fachin. Já foi dito da tribuna (pelo advogado de defesa, Roberto Podval).

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Se nós devêssemos ceder a esse tipo de pressão, quase que uma brincadeira juvenil, são jovens que não têm a experiência institucional nem vivência institucional, então eles fazem esse tipo de brincadeira... Se nós cedêssemos a esse tipo de pressão, nós deixaríamos, ministro Lewandowski, de ser 'supremos'. Nem um juiz passaria a ser 'supremo'. Seriam os procuradores. Quanta falta de responsabilidade em relação ao Estado de Direito. O Estado de Direito é aquele em que não há soberanos, todos estão submetidos à lei", afirmou o ministro Gilmar mendes.

O voto concedido por Gilmar durante votação foi o que desempatou o julgamento, junto com outros dois ministros, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski, e os que foram contra a libertação de José Dirceu foram Edson Fachin e Celso de Mello, pois queriam manter a ordem de prisão emitida pelo juiz Sergio Moro, responsável pela Lava Jato.

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Na manhã de desta terça-feira (2), o procurador da força-tarefa da Operação Lava Jato Delta Dallagnol fez uma nova denúncia contra o ex-ministro José Dirceu, já temendo o habeas corpus que o supremo poderia dar. Dallagnol também afirmou que mesmo o MPF do Paraná não estaria ordenando uma nova ordem de prisão, José Dirceu possui diversas razões para se manter preso e que o STF tomará decisão correta após receber nova denúncia.

Já é o terceiro caso em que o STF solta uma vítima que foi condenada a prisão pela Lava Jato e, em todos, o ministro Gilmar Mendes votou a favor da liberdade dos sentenciados. Agora cabe ao juiz Sergio Moro decretar quais serão as obrigatoriedades que José Dirceu precisará arcar enquanto tiver vínculo com a investigação, podendo também impor alguns serviços para o ex ministro.