O ministro da mais alta Corte brasileira, o Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), #gilmar mendes, fez duras críticas à grave situação política enfrentada pelo país, a partir da divulgação do conteúdo do acordo de colaboração premiada do empresário Joesley Batista, dono da empresa JBS, que acabou envolvendo diretamente o presidente da República, Michel Temer, e também o senador afastado pelo PSDB de Minas Gerais, Aécio Neves. Nesta segunda-feira (29), durante o período da manhã, o ministro Gilmar Mendes teceu críticas e ironias dirigidas à crise brasileira.

De acordo com ele, assim que ele ouve ideias provenientes de São Paulo, estado que liderou a Revolução Constitucionalista de 1932, ele "coloca as mãos na cabeça", principalmente, em se tratando de mudanças na Constituição Federal.

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'Organização Tabajara'

Segundo o ministro Gilmar Mendes, o país está sofrendo muito com a falta de lideranças políticas que atendam aos anseios da população e que costuma brincar que "o Brasil está se tornando uma grande organização Tabajara". Tabajara era uma empresa fictícia do programa Casseta & Planeta, da Rede Globo, que lançava produtos exóticos e de utilidade duvidosa.

Atualmente, o ministro Gilmar Mendes participa do Segundo Congresso Jurídico, que trata da judicialização da saúde. O magistrado foi contundente ao afirmar que a Constituição Brasileira que encontra-se prestes a completar 30 anos de existência e "nos trouxe até aqui dentro da normalidade constitucional".

Entretanto, Gilmar Mendes ressaltou que embora o país "tivesse enfrentado dois processos de impeachment no Brasil e uma grave crise política, tudo transcorreu sem convulsão social e que isso deve ser mantido".

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Já em relação ao processo que envolve a situação da chapa Dilma-Temer nas eleições de 2014 no #TSE, Mendes foi categórico ao afirmar que não cabe ao Tribunal Superior Eleitoral resolver a crise política instalada no país e que "o tribunal não é joguete de ninguém".

Mendes se referia ao processo que pode culminar em decisão de cassação do mandato do presidente da República, Michel Temer. O julgamento da chapa está previsto para ocorrer no próximo dia 6 de junho e os rumores são fortes de que há uma grande probabilidade que a chapa Dilma-Temer seja cassada e o presidente seja destituído do poder.

O Palácio do Planalto, entretanto, trabalha com a possibilidade de que um dos ministros da Corte eleitoral faça um pedido de vista em relação ao processo, o que poderia atrasar o desfecho da situação política e Temer continuar na Presidência por mais algum tempo ou até a realização das próximas eleições presidenciais em 2018. #STF