O Brasil é um país que está tendo a capacidade de ter um caso Watergate por semana. Em tempos de internet e das múltiplas mídias, os programas e veículos mais tradicionais surpreenderam nessa semana com o seu poder midiático. Programas como o '#Jornal Nacional' estiveram à frente de uma enorme cobertura sobre o escândalo envolvendo Joesley Batista, dono da JBS, o presidente da república, Michel Temer, do PMDB, e outros nomes da #Política brasileira, como Aécio Neves. Depois de muito tempo, a Rede Globo voltou a assustar e mostrar que tem poder.

Globo quer derrubar Michel Temer?

Desde o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), a Rede Globo virou vítima de fortes acusações.

Publicidade
Publicidade

O Grupo Globo foi acusado de tentar prejudicar o PT e se aliar à direita em nome de mais lucros. A cobertura do impeachment de Dilma foi intensa, assim como a do depoimento dado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que na semana passada se encontrou com o juiz federal Sérgio Moro.

Não diferente acontece agora, quando a mesma emissora dedica boa parte de sua programação com notícias contra #Michel Temer, do PMDB. As denúncias também são fortes contra o Senador Aécio Neves, do PSDB. Temer foi flagrado concordando com Joesley Batista, para que esse continuasse a pagar uma mesada pelo silêncio de Eduardo Cunha. Aécio está em uma situação pior. Ele foi gravado pedindo dois milhões de reais para sua defesa na Lava-Jato.

Tamanhas acusações fizeram com que o jornalismo do Grupo Globo se mobilizasse.

Publicidade

Em poucos dias, a vinheta do plantão interrompeu os mais diversos programas. O jornal 'O Globo', através da coluna do jornalista Lauro jardim, foi o responsável pela divulgação em primeira-mão das bombas que podem fazer cair o presidente da república.

Jornal Nacional dobra de tamanho e assusta ainda mais políticos

O 'Jornal Nacional' é o telejornal mais assistido do país. Exatamente por isso, os políticos têm medo desse noticiário. Na quinta-feira, 18, por exemplo, a atração começou às 20h35, no horário de Brasília, terminando depois das 22h. O telejornal apresentado por William Bonner e Renata Vasconcellos teve o dobro de tamanho, mas mesmo assim atingiu a maior audiência em um ano, 33 pontos na grande São Paulo. O Ibope foi maior até mesmo do que o da novela das nove.

Na Globo News, do primeiro ao último boletim do dia, jornalistas dedicam-se a entender a extensão do problema e todos afirmam não ver uma solução, a não ser Temer renunciar. A cobertura não apenas do Grupo Globo, como dos demais meios de comunicação, mostram mais do que nunca a importância do 'Quarto Poder' na política, a imprensa, e, esse caso, as empresas da família Marinho mostraram que, diante de fatos como os apresentados, podem sim ajudar a derrubar um presidente.