Michel Temer, aos trancos e barrancos, vai completar um ano de governo nesta sexta-feira (12). No dia 12 de maio de 2016, a presidente Dilma Rousseff era afastada do cargo para o qual foi eleita por mais de 54 milhões de votos. Nesse meio tempo, Temer conseguiu alcançar uma rejeição recorde e transformou suas principais linhas de propostas em motivos de protestos populares.

O ex-presidente do PMDB, desde quando assumiu a chefia do Planalto, esteve cercado de decisões impopulares. Tudo começou por sua base ministerial machista, sem mulheres à frente de nenhum pasta, e passou pelo fim de ministérios relevantes, como o da Cultura, que depois de protestos e ocupações acabou sendo recriado, até as reformas rejeitadas por grande maioria da população - Previdência e Trabalhista.

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O governo de Michel Temer pode ser resumido nesse um ano à frente do país como impopular, rejeitado, impreciso e corrupto. Impopular porque desde o momento em que assumiu foi taxado de golpista e irreconhecido por boa parte da população. Rejeitado, com letras maiúsculas, porque a cada mês, e a cada nova pesquisa, a população considera o governo pior. Suas reformas eram rejeitadas por diversos setores, chegando a beirar os 70% de rejeição - tanto Michel Temer como suas propostas. Impreciso, para dizer o mínimo, pela forma insegura de tomar decisões. Diversas foram as medidas adotadas pelo governo e posteriormente canceladas após pressão popular, como o fechamento do Ministério da Cultura, por exemplo. Corrupto, provavelmente, nem precisa ser explicado. Michel Temer é acusado de participar de diversas reuniões em que teria sido combinado o pagamento de propina ao seu partido, ou sua chapa.

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Além disso, oito ministros do governo peemedebista respondem a inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). Outro exemplo é Romero Jucá, líder do governo de Michel Temer no Senado. Presidente nacional do PMDB, Jucá é o líder de inquéritos abertos no STF após a lista do ministro Edson Fachin relator da Lava Jato no Supremo.

Relembre alguns pontos do governo Temer nesse ano:

Michelzinho virou designer

O governo de Michel Temer começou errado até na logo escolhida para representar o ideário proposto pelo PMDB. Foi a criança conhecida como "Michelzinho", filho de 8 anos de Michel Temer, que teria determinado o rumo da linha editorial do design da proposta publicitária do governo do pai. Com todas as letras, o publicitário Elsinho Mouco afirmou: "Foi o Michelzinho quem escolheu a marca".

Bela, recatada e do lar

Outra "bela" marca do governo do peemedebista é a posição em que a mulher é colocada. Inicialmente, Marcela Temer, a jovem esposa, de 33 anos, de Michel é descrita pela revista Veja como "Bela, recatada e do lar", o que causou grande alvoroço nas mulheres que lutam pela igualdade de gênero.

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Outro fator foi a construção da primeira linha de montagem dos ministérios de Michel Temer completamente composta por parceiros políticos idosos. Após tantos protestos, Temer se forçou a abrir um espaço para as mulheres, mas foi prontamente recusado por diversas figuras, como Marília Gabriela, por exemplo. Por fim, a digna frase de um completo machista:

"Ninguém é mais capaz de indicar os desajustes de preço no supermercado do que a mulher. Ninguém é capaz de melhor detectar as flutuações econômicas do que a mulher, pelo orçamento doméstico".

Medo de fantasma

O homem que ocupou o cargo de uma presidente eleita decidiu não ir morar no Palácio da Alvorada, moradia oficial, por direito, de um presidente da República, porque sentia "uma coisa estranha". Temer questionou: "será que aqui tem um fantasma?" #Dentro da política