A polêmica entre os que acreditam que o áudio em que o presidente Michel #Temer e Joesley Batista, dono da #JBS, foi manipulado e quem confia na veracidade da gravação ganhou mais um capítulo hoje, com a descoberta de que o gravador utilizado é nada mais, nada menos, do que um gravador disfarçado de pen drive, desses que se compra baratinho pela internet em sites chineses.

Justificativas

Um dos argumentos utilizados para desqualificar o áudio da conversa entre Joesley Batista e Michel Teme é que a duração do áudio entregue à Polícia Federal é menor, em minutos, do que a duração do encontro entre os dois, o que poderia significar cortes no áudio original, uma vez que o áudio começou a ser gravado antes de Joesley entrar para conversar com Temer e só foi finalizado após o mesmo já estar de volta à seu carro.

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Porém, Joesley revelou o dispositivo utilizado para a gravação e, para surpresa de muitos, não era um #Grampo altamente tecnológico, mas sim um gravador simples disfarçado de pen drive, desses de qualidade duvidosas que encontramos para comprar pela internet em sites chineses. O aparelho, segundo a Polícia Federal, tem um dispositivo que ao parar de detectar ruídos, ou seja, caso as pessoas parem de falar, ou falem muito baixo, ele entra em um modo de stand by, paralisando a gravação até que a conversa se reinicie.

O outro lado

Já para os defensores da tese de que houve manipulação do áudio para incriminar o presidente, dentre eles o perito Ricardo Molina, essas supostas paralisações automáticas do aparelho são apenas uma desculpa para justificar a incompatibilidade entre o tamanho da gravação e a programação da rádio.

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Ricardo Molina, que é professor da Unicamp e perito em fonética forense, já fez perícias independentes em diversos casos famosos, como o episódio da bolinha de papel atirada contra o senador José Serra, na época candidato à governador do Estado de São Paulo, o suposto suicídio de PC Farias e da menina Isabella Nardoni. Ele defendeu a tese de que onde há essas pausas na gravações, é onde há as edições do áudio e classificou a gravação como imprestável, chegando a sugerir que a mesma não seria aceita como prova em uma investigação em situação normal.

Ricardo Molina deu uma aula sobre como funciona a perícia fonética forense durante a defesa da tese de que houve manipulação dos dados, porém, o mesmo fez a perícia sem a utilização da gravação original, mas sim com a gravação divulgada pelos meios de comunicação. A gravação original já foi enviada por Joesley para a Polícia Federal, onde haverá uma perícia completa sobre ela.