Em delação premiada, os donos de uma das principais empresas do país gravaram uma conversa de cerca de meia hora onde o senador pelo PSDB de Minas Gerais, Aécio Neves, pede dois milhões de reais, que seriam usados em sua defesa na Operação Lava Jato. Quem recebeu o dinheiro foi um primo do senador, e a entrega foi filmada pela #Polícia Federal.

Segundo o jornal O Globo, que publicou em primeira mão o conteúdo das informações, o encontro entre o senador e os donos da JBS aconteceu em um hotel em São Paulo e, na negociação, Aécio indica seu primo e dá detalhes de como seria sua defesa. O pagamento foi feito em quatro parcelas, envolvendo também outro senador tucano, Zezé Perrella.

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A notícia foi veiculada no mesmo dia em que o presidente Michel Temer foi envolvido em uma grave denúncia, na qual teria intermediado a compra do silêncio de Eduardo Cunha depois de sua prisão. Assim como o caso de Temer, a notícia do pedido de Aécio rapidamente repercutiu nas redes sociais, deixando ainda mais evidente a polarização política do país.

Envolvidos negaram as informações no esquema e notícia repercute

Diante da repercussão da notícia, a assessoria do senador Aécio Neves divulgou nota oficial, declarando que o parlamentar está totalmente tranquilo em relação à correção dos seus atos e que a relação de Aécio com os empresários era estritamente pessoal, sem envolver qualquer tipo de negociação.

Já Zezé Perrella usou as redes sociais para se defender das acusações. Em vídeo postado em sua conta em uma rede social, ele afirma que nunca recebeu um real sequer da JBS e que jamais falou com os empresários.

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Milhares de comentários foram feitos e muitos internautas compartilharam a postagem, aumentando ainda mais a polêmica. Os demais envolvidos citados não se pronunciaram oficialmente, e o Supremo Tribunal Federal também ainda não se pronunciou e a homologação da delação ainda não foi confirmada.

O dia foi muito conturbado na política brasileira, e o cenário político voltou às manchetes nacionais por conta da delação premiada feita pelos empresários da JBS ao Ministério Público. Novas denúncias devem surgir nos próximos dias e a repercussão das gravações deve acirrar ainda mais os ânimos de grupos políticos, com manifestações públicas e nas redes sociais, cenário que se arrasta há alguns anos no país, principalmente desde a reeleição de Dilma Rousseff e seu consequente impedimento. Vale lembrar que PT e PSDB polarizam as eleições há mais de vinte anos no país. #2017