Os negócios relacionados à venda de carne de uma das maiores empresas processadoras desse setor alimentício em todo o mundo, também envolveu acordos feitos na área com a família de um dos ministros mais combativos do Supremo Tribunal Federal (STF), #gilmar mendes. O grupo JBS foi alvo de grande polêmica recentemente, a partir da efetivação de um acordo de colaboração premiada juntamente à Procuradoria-Geral da República e homologado pelo ministro-relator da Operação Lava Jato no Supremo, Luiz Edson Fachin.

A divulgação de parte do conteúdo da #Delação premiada do empresário Joesley Batista, dono da JBS, foi responsável por alavancar uma grave crise política no governo, por envolver diretamente o presidente da República, Michel Temer, com acusações de que pudesse ter implementado uma tentativa de "comprar" o silêncio do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

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A crise derivada da delação "bombástica de Joesley, também atingiu em "cheio" o senador mineiro pelo PSDB, Aécio Neves, que, por decisão do ministro Edson Fachin, foi afastado do cargo de senador da República, para que se dê prosseguimento às investigações relacionadas à corrupção.

Negócios com família de ministro do Supremo

A empresa JBS, de Joesley Batista, implementou negócios juntamente a familiares do ministro do Supremo, Gilmar Mendes. A família de Mendes é uma das fornecedoras de gado para a empresa que é líder no setor de vendas de carnes processadas no país e uma das maiores de mundo. Entretanto, vale ressaltar que Gilmar Mendes é um dos ministros aptos a votar no sentido de tomar decisões sobre a validade ou não do acordo de colaboração premiada implementado entre os irmãos Batista.

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O próprio ministro Gilmar Mendes confirmou à imprensa, um encontro realizado com o empresário Joesley Batista, a pedido do advogado do delator, Francisco de Assis e Silva. Ainda segundo Gilmar Mendes, "Joesley teria aparecido de surpresa na reunião e tratado de assuntos referentes às questões do setor de agronegócio".

Mendes foi enfático ao afirmar que conheceu o empresário goiano por causa de negócios relacionados à agropecuária. O magistrado disse ainda que não o via, até que então tivesse ocorrido um encontro recente em Brasília. O ministro da mais alta Corte brasileira se defendeu em se tratando da reunião, ao afirmar que "sua família é de agropecuaristas que vendem gado para a JBS no Mato Grosso e que um de seus irmãos é que faz as negociações junto à empresa". O magistrado também foi contundente em declarar que "a relação comercial com a empresa não é motivo para que ele se coloque como impedido de participar de futuras votações relacionadas ao caso JBS no Supremo Tribunal Federal". #STF