A grave crise política que trouxe à tona um escândalo que atingiu frontalmente o governo do presidente da República, Michel Temer, e que também envolveu diretamente o senador afastado do PSDB de Minas Gerais, #Aécio Neves, pôde acarretar novas evidências, a partir de investigações aprofundadas da Polícia Federal e Ministério Público Federal.

O conteúdo considerado bombástico de trechos da delação premiada do empresário Joesley Batista, que é dono da JBS, uma das maiores empresas no setor de vendas de carnes no Brasil e no mundo, e ainda a colaboração do executivo da empresa Ricardo Saud foram preponderantes para os desdobramentos das investigações.

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Propina destinada para Aécio Neves

De acordo com as gravações feitas pelo empresário Joesley Batista, cerca de R$ 2 milhões foram destinados como de dinheiro de propina para Aécio Neves e entregue por meio do funcionário da JBS Ricardo Saud. De acordo com as investigações, o dinheiro a ser entregue para o senador foi negociado pelo executivo da empresa. Segundo reportagem veiculada na noite deste domingo (28) na TV, o valor aproximado de R$ 980 mil teria sido localizado pela #Polícia Federal.

As investigações apontam que, através de quatro malas, contendo cada uma o valor expressivo em espécie de cerca de R$ 500 mil, teria sido direcionado a Frederico Pacheco de Medeiros, primo de Aécio. Entretanto, o primo do senador mineiro teria repassado o dinheiro a Mendherson Souza Lima. Ele é assessor do senador mineiro Zezé Perrela (PMDB-MG).

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Segundo reportagem do programa Fantástico, da Rede Globo, a quantia de R$ 500 mil foi transferida para a ENM Auditoria, com sede em Belo Horizonte, cujo pertencente é Euler Nogueira Mendes.

Posteriormente, a empresa teria repassado, via depósito bancário, a mesma quantia para a empresa Tapera Participações, que tem como um de seus donos Gustavo Perrela, que é ex-deputado estadual e filho do senador Zezé Perrela. Vale ressaltar que a Tapera Participações conferiu procuração para administração a Mendherson Souza Lima.

A Polícia Federal teria desvendado ainda que outra parte da propina, correspondente a R$ 480 mil, teria sido localizada na residência da sogra de Mendherson.

Defesa de Aécio contesta

O senador afastado Aécio Neves chegou a divulgar um vídeo nas redes sociais se defendendo das acusações, Ele afirmar que, há cerca de dois meses, teria pedido a sua irmã Andrea para que procurasse o empresário Joesley e oferecesse a ele que comprasse um apartamento onde a mãe já vive há mais de 30 anos, como parte de recursos que pudessem pagar a sua defesa.

Aécio Neves ressaltou ainda que foi vítima de armação conduzida por réus confessos e que sempre respeitou cada voto que recebeu, além de sua vida ter virado ao avesso. #Corrupção