O #Jornalista Cláudio Humberto, da #Band, está sendo alvo de uma grave denúncia após as delações dos executivos da J&F. Ele é acusado de ter sido "comprado" para evitar passar informações negativas do frigorífico JBS. A denúncia foi feita por Ricardo Saud, diretor das Relações Institucionais do Grupo J&F. De acordo com as acusações, Humberto pediu R$ 18 mil mensais, como chantagem, para falar coisas boas da empresa e evitar qualquer crítica.

O jornalista agora está sendo mal visto dentro da emissora. Sua presença causa mal-estar nos bastidores. Humberto tem entrada autorizada dentro das emissoras do Grupo Band, BandNews e Bandeirantes, além de ser diretor geral do jornal Metro, em Brasília, e ser o editor-chefe do site "Diário do Poder".

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Há uma grande pressão para que o jornalista seja afastado. Por enquanto, ele segue comentando os assuntos políticos normalmente.

Defesa de Humberto

O jornalista comentou que Ricardo Saud proferiu mentiras ao dizer que ele recebia valores indevidos para não falar mal da empresa. O jornalista afirmou que, em 2015, a empresa J&F contratou espaços publicitários para divulgar os produtos da empresa no site "Diário do Poder".

Cláudio Humberto diz que possui o contrato para provar que Saud mentiu em seu depoimento. A terceira cláusula do contrato diz o seguinte: "O contratante J&F está ciente de que a presente relação contratual não implica em qualquer compromisso de natureza editorial".

Ainda segundo o jornalista, a empresa já procurou o site para a publicação de anúncios desde 2013, ou seja, bem antes do escândalo vir à tona.

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O jornalista da Band afirma que a raiva do diretor de Relações Institucionais da J&F com ele, é que, em 2014, foi noticiado numa coluna que ele era o homem-mala do empresário Joesley Batista. Saud se irritou com isso e teria esperado até agora pela vingança. De acordo com Humberto, ele foi o primeiro a notificar a corrupção do diretor.

Plano

Uma nota na coluna "Diário do Poder", publicada nesta terça (23) pelo jornalista, diz que os empresários da JBS podem ter traçado um plano para a saída do país. Está sendo articulada na Câmara Federal a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o caso.

Um pouco antes de estourar todo esse escândalo, a empresa já havia interrompido 20% da operação no país, concentrando mais de 70% nos Estados Unidos. Conforme Cláudio Humberto, o país que financiou o grupo foi esquecido por eles e se tornou apenas passado. #Claudio Humberto