O juiz Marcelo Bretas, encarregado da Operação Lava Jato, no Rio de Janeiro, não concordou com o ministro Gilmar Mendes de aceitar o pedido de liberdade do empresário Eike Batista. A decisão de Mendes foi no último dia 30 e proporcionou esperanças para todos os presos da Operação Lava Jato.

Bretas decidiu tomar uma decisão diante de tal fato. O juiz estabeleceu uma fiança milionária para Eike. O valor está em torno de R$ 52 milhões. Se o empresário não cumprir a determinação, no prazo de cinco dias, ele retornará à cadeia. Bretas determinou a medida cautelar adicional e fixo se baseando nos artigos 321 e 326 do CPP. Só com o pagamento dessa fiança, Eike poderia substituir a sua prisão preventiva.

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Contrariado com a decisão da Suprema Corte, o juiz comentou que nos crimes dessa natureza é de grande importância afastar os acusados do meio social. Segundo o magistrado, Eike não deveria ter acesso a nenhum meio de comunicação pois ele poderia se aproveitar disso e ocultar provas que comprovam vantagens ilícitas recebidas com movimentações financeiras. "Isso atrapalha muito a continuação das investigações", afirmou o juiz.

O juiz foi contundente em dizer que se Eike não pagar a fiança, ele retornará de imediato a prisão.

Campanha de Haddad

O empresário foi acusado de pagar uma quantia de R$ 5 milhões para a campanha do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad. Essa informação foi passada pela marqueteira Mônica Moura, em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ela e seu marido, João Santana, foram responsáveis pela campanha do petista em 2012.

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A assessoria do ex-prefeito comentou que isso não é verdade. "Eike jamais procurou Haddad", disseram os assessores do petista.

Mônica Moura disse que essa informação de que Eike pagaria a campanha, em 2012, veio do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto. Ela disse ter recebido o contato de um senhor, Flávio Godinho, que trabalhava com Eike e que seria o responsável em pagar a dívida de campanha.

Prisão

Eike deixou o Complexo Penitenciário de Gericinó, na manhã deste domingo dia 30. Ele foi liberado após uma decisão do ministro Gilmar Mendes do Supremo Tribunal Federal para que ele cumprisse prisão domiciliar.

O empresário é réu por lavagem de dinheiro, #Corrupção ativa e organização criminosa.

A decisão da Corte causou uma revolta em várias pessoas que acreditam numa tentativa de livrar corruptos da cadeia e se tornou esperança para os presos da Lava Jato. #STF #Eike Batista