Os desdobramentos das investigações no âmbito da Operação Lava-Jato, que apuram a real propriedade do apartamento de luxo tríplex, localizado na praia de Astúrias, em Guarujá, no litoral do estado de São Paulo, pôde contemplar novas provas que evidenciam que a propriedade do imóvel, atribuída ao ex-presidente da República, Luiz Inácio #Lula da Silva, colocam em contradição algumas das declarações do petista, prestadas através de depoimento ao juiz Sérgio Moro, no última quarta-feira, dia 10 de maio, na Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná. Um grande contingente de segurança foi preparado para a data específica do depoimento do ex-presidente, já que temia-se que poderiam haver confrontos entre as forças militares disponibilizadas para o patrulhamento da capital paranaense e os apoiadores do ex-mandatário do país.

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Conteúdo de agendas

Os procuradores federais que fazem parte da força-tarefa de trabalho da maior operação de combate à #Corrupção na história contemporânea do país, a Lava-Jato, protocolaram uma documentação expressiva que pode evidenciar contradições relativas ao depoimento prestado por meio de declarações fornecidas pelo ex-presidente Lula ao juiz Sérgio Moro, conforme a audiência realizada em Curitiba. Dentre as provas reunidas pelos investigadores, constam agendas que contrariam a versão de Lula, na ação penal aberta pelo Ministério Público Federal. Durante o seu interrogatório, o ex-presidente Lula afirmou que não tinha conhecimento sobre ilegalidades que ocorriam na maior estatal brasileira; a Petrobras. Ele havia declarado em depoimento, que "um presidente da República, não tem reunião específica com diretor da Petrobras", excetuando-se apenas dois encontros ocorridos durante seu governo.

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Entretanto, o Ministério Público Federal, pôde reunir e anexar documentos no processo, se tratando de agendas que apontam pelo menos 23 reuniões e viagens do ex-presidente com diretores da Petrobras, durante seus dois mandatos presidenciais. Dentre os diretores verificados, estão: Paulo Roberto Costa, Renato Duque e Jorge Zelada. Vale ressaltar que todos eles já foram condenados no âmbito da Operação Lava-Jato. As provas contrariam as declarações de Lula de que "nos oito anos de governo, não haviam reuniões com diretores", segundo o ex-presidente. Ao anexar as agendas nesta segunda-feira (15), o Ministério Público Federal não forneceu mais detalhes sobre as provas incluídas. O juiz Sérgio Moro havida dado um prazo estimado de cinco dias para a inclusão de documentos no processo, antes que a sentença seja dada referente ao caso do tríplex. A defesa do ex-presidente Lula, até o momento, não havia se manifestado sobre o caso. #Lava Jato