Nesta sexta-feira (12), a notícia sobre a delação do marqueteiro João Santana e de sua esposa Mônica Moura estampou as manchetes de todo país. Preso aproximadamente cinco meses, o casal de publicitários aderiu junto ao Ministério Público Federal (MPF) ao benefício de delação premiada e revelou como eram realizadas as comunicações com a ex-#Presidente Dilma Rousseff.

Entenda o ocorrido

Mônica afirmou que uma conta de e-mail fictício, ou seja, com dados falsos, foi criada no Google em um computador dentro da residência oficial de Dilma, no Palácio da Alvorada. Segundo a marqueteira, a própria presidente sugeriu o nome "Iolanda" e acrescentaram os números "2606", o que resultou em "Iolanda 2606", segundo esclareceu a reportagem publicada pelo site da revista "Veja".

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Com o canal de comunicação estabelecido, conseguiam falar entre si, por meio de uma senha de acesso entre os três: Mônica, Dilma e o assessor da petista, Giles Azevedo. Todos tinham a mesma disponibilidade para acessar a conta. Para que não fossem descobertos pelos investigadores da Polícia Federal (PF), anexavam as mensagens à pasta de "rascunho". Desta forma, impossibilitavam possíveis rastreamentos e o silêncio seria preservado.

A reportagem traz ainda a informação de que Dilma havia deixado um recado salvo em que alertava sobre a Operação Acarajé, justamente quando os dois, Mônica e João Santana, seriam os próximos alvos da Polícia Federal (PF), que dizia: "O seu grande amigo está muito doente". Neste caso, o amigo é Santana, que tinha prisão decretada. "Os médicos consideram que o risco é máximo, 10", aqui, segundo a delatora, Dilma confirma a prisão.

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"O pior é que a esposa, que sempre tratou dele, agora está com câncer e com o mesmo risco". Neste trech,o Mônica diz em depoimento que a esposa seria ela e finalizou.

Pouco mais de dois dias daquela mensagem, os marqueteiros receberam um telefonema na República Dominicana, da própria Dilma. Na chamada, a petista alertava os publicitários e sugeria o afastamento dos dois do Brasil, pelo menos por um período. A ex-presidente confirmou, naquela ligação, a prisão de Santana, segundo afirmou Mônica.

Por fim, o depoimento da marqueteira enfatizou que todas as informações apresentadas a Dilma Rousseff eram de autoria do ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Entretanto, assegurou ainda que atentou para uma possível investigação da PF e, como forma de garantir eventuais problemas junto à Justiça, administrou e-mail em um cartório de registro, na data de 22 de fevereiro de 2016. Isso possibilitou atestar a veracidades dos fatos ao processo vinculado à Operação #Lava Jato, no qual se tornou ré, na 13ª Vara Federal, do Paraná.