Na manhã desta terça-feira (02), o Ministério Público Federal (MPF) apresentou uma terceira denúncia contra o ex-ministro José Dirceu. De acordo com o procurador da República #Deltan Dallagnol, essa nova denúncia não veio com mais um pedido de prisão preventiva para não dar a impressão que estariam querendo se envolver na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que pode, hoje, livrar José Dirceu da cadeia.

Dallagnol deixou bem claro que existem provas suficientes para manter o ex-ministro preso e o procurador confia nas decisões da Corte.

Nessa terceira denúncia, Dirceu é acusado de receber R$ 2,4 milhões de propina das empreiteiras Engevix e UTC.

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Esse dinheiro oriundo de irregularidades foi destinado ao pagamento de assessoria de imprensa durante o julgamento do Mensalão. Dois ex-executivos das empresas também foram denunciados: Gerson de Melo Almada da Engevix e Walmir Pinheiro Santana da UTC. Além disso, o irmão de José Dirceu, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, estava envolvido juntamente com o ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT), João Vaccari Neto.

Denúncia

Segundo a denúncia do MPF, o ex-ministro contratou um empresa de assessoria de imagem mas não conseguiu pagá-la. Por intermédio de seu irmão, Dirceu conseguiu uma boa quantia da Engevix e quitou a dívida. Um livro assinado pelo ex-ministro chegou a ser publicado com dinheiro de propina da Petrobrás.

O objetivo era 'limpar' a imagem de José Dirceu durante o julgamento do Mensalão.

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Até mesmo artigos com críticas ao #STF continham nesse livro assinado pelo petista.

Em relação à UTC, foi repassado cerca de R$ 1,5 milhão a Dirceu. Esse dinheiro veio bem no finalzinho de 2012, quando estava se encerrando o Mensalão. Mesmo com a prisão decretada, em novembro de 2013, Dirceu ainda recebeu em 2014 um aditivo contratual.

O procurador Roberto Pozzobon revelou que o ex-ministro-chefe da Casa Civil não imaginava que poderia ser denunciado mais do que uma vez e continuou corrompendo os cofres públicos mesmo já preso. Ele praticamente ignorou a Suprema Corte e os trabalhos da Justiça em geral. "Foi um menosprezo do ex-ministro às autoridades brasileiras", disse o procurador.

Risco

Dellagnol afirmou em um discurso que Dirceu é um risco à sociedade brasileira. Os crimes dele somados chegam a R$ 19 milhões. Foi um rombo milionário sem precedentes.

Se o ex-ministro Dirceu ser solto, será um "tapa" do STF em todos os trabalhos da Operação Lava Jato. #Lava Jato