Os ex-executivos da empreiteira OAS, incluindo o ex-diretor Léo Pinheiro, o ex-presidente José Aldemário Pinheiro Filho e o ex-presidente da área internacional da empreiteira, Agenor Franklin Magalhães Medeiros, levaram um pedido para o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação #Lava Jato.

O grupo de ex-executivos pediram para serem ouvidos novamente em depoimento para o juiz federal. Advogados responsáveis pela defesa dos acusados, que são réus em ações penais, afirmam que eles querem colaborar com a Justiça, mesmo não sendo normatizado em delação premiada.

Sérgio Moro atendeu o pedido de defesa dos ex-executivos mesmo com processo em sua fase final.

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Agora, os réus acusados de crimes de lavagem de dinheiro e #Corrupção, terão "nova chance" para revelar novos acontecimentos em prol da Operação Lava Jato.

Em depoimento para Moro, os acusados resolveram fazer um "voto de silêncio", mas disseram estar arrependidos por essa tática comandada pela defesa, eles prometem trazer revelações comprometedoras para os investigadores. Sérgio Moro escreveu no despacho que o pedido será atendido, já que os acusados apontam "motivos relevantes" para estarem novamente no tribunal. O depoimentos já foram marcados para o dia 21 de junho, e acontecerão a partir das 14 horas.

Operação Lava Jato e STF

A Operação Lava Jato, que já "estremeceu" Brasília apontando diversos crimes de corrupção contra políticos, executivos e empresário, colocou na cadeia o ex-ministro José Dirceu na 17° fase da operação, realizada no dia 3 de agosto de 2015.

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Nesta última semana, o Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu pela soltura do ex-ministro após uma votação resultando 3 votos a 2. Os ministros do Supremo, Gilmar Mendes, Ricado Lewandowski e Dias Toffoli colocaram Dirceu em liberdade.

Além do petista Dirceu, o empresário Eike Batista e o pecuarista José Carlos Bumlai conseguiram liberdade através do Supremo. O ex-ministro Antonio Palocci, que também se encontra preso, entrou com um pedido soltura que foi negado pelo ministro e relator dos processo da Lava Jato no STF, Edson Fachin. O caso, que foi transferido para a turma do Plenário, composta por 11 ministros, irá analisar para resolverem se Palocci também conseguirá cumprir pena em prisão domiciliar, assim como os outros acusados.

A decisão de soltura de Dirceu causou alvoroço nas redes sociais, pessoas ficaram "indignadas" com a decisão do STF. #Sergio Moro