Uma decisão do juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, suspendeu as atividades do instituto #Lula, com a justificativa de que, mesmo que o instituto do ex-presidente desenvolva projetos de cunho social, há indícios contundentes da existência de ações criminosas que podem ter sido tramadas e costuradas dentro na sede da entidade.

Os advogados de ex-presidente Luíz Inácio Lula da Silva, ingressaram na Justiça com uma ação para derrubar a decisão do juiz. Nesta terça-feira, o desembargador Néviton Guedes, do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1), deferiu pedido dos advogados de Lula, suspendendo a decisão do magistrado que determinava o fechamento do instituto.

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O advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, logo após ter tomado conhecimento da decisão do desembargador em favor de Lula, usou as redes sociais com o intuito de divulgar um vídeo no qual informa que a decisão do tribunal foi muito bem fundamentada, pautada em relevantes fundamentos jurídicos.

Martins também disse que essa vitória na Justiça serve como sendo um passo importante para que se restabeleça a verdade dos fatos, colocando fim a essa perseguição politica que está sendo realizada em torno do ex-presidente Lula. Uma perseguição construída em fatos que não condizem com a verdade e colocam em xeque os direitos arduamente conquistados durante anos no Brasil.

Assim que foi divulgado o despacho com a decisão do magistrado, o Instituto Lula divulgou nota à imprensa, na qual dizia ter uma trajetória de 26 anos de luta em prol da sociedade e dos mais necessitados e excluídos socialmente, com o objetivo de promover uma sociedade mais justa sem exclusão socioeconômica e com democratização dos direitos de cidadania a todos os brasileiros, sem distinção.

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O comunicado ressaltava também que a sede do instituto Lula funciona na mesma casa há mais de 20 anos e que foi palco da criação de vários projetos sociais que beneficiaram os mais necessitados e excluídos da sociedade. E que nunca houve a concretização ou intenção de adquirirem terreno para a construção de uma nova sede da entidade. Classificando como ilusória e irreal e desleal as afirmações sobre terem ganho terreno como forma de pagamento de propina da construtora OAS, assim como as afirmações de que a sede da entidade era utilizada para costurar benefícios pessoais ou acordos e conchavos políticos. #Lava Jato