Como todos sabem, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva será interrogado nesta quarta-feira (10), pelo juiz federal Sérgio Moro, em Curitiba (PR). A ação pena trata sobre um apartamento triplex no Guarujá, litoral de São Paulo, que teria sido reformado pela OAS e dado a #Lula. O ex-presidente nega ser dono do imóvel.

Exposto o fato, muitos estão ansiosos pela prisão do petista, assim como muitos estão nervosos com a situação, inclusive Lula, que tentou fazer todo o possível para evitar o interrogatório. Assim, nesta terça-feira (9), o juiz Nivaldo Brunoni, atuante no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), declinou o pedido liminar da defesa do ex-presidente.

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O pedido pleiteava a suspensão do interrogatório de Lula.

“Não há razão para o deferimento da suspensão do interrogatório do paciente e sobrestamento da ação penal”, imperou o magistrado.

Os advogados de Lula realizaram o pedido através de um habeas corpus, em que alegaram que não teriam tempo suficiente para analisar os documentos fornecidos pela Petrobras, que totalizariam 100 mil páginas, tendo solicitado 90 dias para examiná-los.

“No tocante ao prazo de 90 dias para o exame do material apresentado pela Petrobras, não merece acolhimento o pedido por falta de previsão legal”, salientou Nivaldo Brunoni. Também, ele alegou que “a documentação juntada em meio digital é inédita para todos os atores processuais (defesa, acusação e juízo). Não se desconsidera que a existência de milhares de páginas para exame demanda longo tempo, mas foge do razoável a defesa pretender o sobrestamento da ação penal até a aferição da integralidade da documentação por ela própria solicitada, quando a inicial acusatória está suficientemente instruída”.

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Ainda em Curitiba

Em manifesto ao interrogatório do ex-presidente Lula, membros do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) iniciaram a montagem de acampamentos na noite de segunda-feira (8).

De acordo com os relatos, mais de 23 ônibus já chegaram ao local e a expectativa é de reunir 20 mil manifestantes para apoiar o petista durante o interrogatório. #Política #Sergio Moro