Nesse domingo (21), manifestantes foram às ruas em 15 estados brasileiros, pedir a renúncia do presidente #Michel Temer.

As manifestações foram convocadas pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e por outros centros sindicais. Os protestos tiveram como motivação as delações premiadas reveladas na última quarta-feira (17), onde os irmãos Joesley Batista e Wesley Batista, donos do grupo J&F, empresa proprietária do frigorífico JBS, disponibilizaram áudios e vídeos como provas de vários pagamentos de #Propina.

Os estados onde aconteceram as manifestações foram: Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Sergipe e São Paulo.

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Segundo informações da Polícia Militar, os atos de protestos foram pacíficos.

O maior ato registrado nesse domingo foi em Fortaleza. Cerca de 15 mil manifestantes estiveram presentes na Praia de Iracema, segundo os organizadores. A Polícia Militar da capital cearense não realizou nenhum levantamento relacionado à quantidade de participantes.

Em São Paulo, as manifestações foram realizadas na Avenida Paulista, em frente ao Masp, local onde normalmente acontecem protestos contra o governo. As manifestações acabaram antes das 18 horas.

A delação premiada dos irmãos da JBS

De acordo com a publicação do jornal “O Globo” desta quarta-feira (17), os irmãos Joesley Batista e Wesley Batista, donos da JBS, revelaram que Michel Temer tinha dado aval para que Joesley continuasse pagando uma mesada para que Eduardo Cunha e Lúcio Funaro continuassem em silêncio na prisão.

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Segundo a reportagem divulgada pelo jornal “O Globo”, o presidente Michel Temer teria dito “Tem que manter isso, viu?” quando o empresário informou de tal mesada.

As delações premiadas também citam outros grandes nomes da política, como o ex-presidente Luíz Inácio Lula da Silva e também a ex-presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente do Senado Renan Calheiros e o ex-presidenciável José Serra.

Outro que foi gravemente acusado na delação foi o ex-presidenciável e atual senador Aécio Neves (PSDB). Segundo consta nas gravações entregues ao Supremo Tribunal Federal (STF), o senador aparece pedindo R$ 2 milhões de propina para pagar despesas com os processos sofridos por ele na Operação Lava Jato. O mesmo já encontra-se afastado do cargo e será investigado. #Lula