Por meio de uma liminar, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, determinou que o mandato do senador Aécio Neves seja suspenso. O tucano apareceu em gravações pedindo R$ 2 milhões aos donos do frigorífico JBS para arcar com sua defesa contra as investigações da Operação Lava Jato. Essas gravações foram feitas por Joesley Batista e foram homologadas pelo Supremo.

Diante dessa decisão, alguns senadores articularam manobras para tentar evitar que o tucano seja suspenso. E isso pode ocasionar um conflito com o #STF, já que o Senado poderia desobedecer as ordens de Edson Fachin.

A estratégia dos senadores seria que a defesa do senador afastado recorresse a Mesa do Senado, combatendo a medida da Corte Suprema.

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A Mesa poderia então manter Aécio no cargo já que não há previsão constitucional para que o senador seja suspenso. Um dos senadores com grande influência na Casa comentou que essa decisão de Fachin não existe em nenhum lugar no mundo.

Caso parecido

Em 2016, um caso bem parecido com esse aconteceu com uma decisão do ministro da Corte Marco Aurélio Mello. Na época, o ministro pediu o afastamento do então presidente do Senado, Renan Calheiros. A Mesa Diretora foi contra decisão de Mello e encaminhou um ofício dizendo que aguardaria uma decisão do Plenário da Corte. Eles alegaram que a decisão monocrática do juiz não poderia prevalecer e só afastariam Renan, se os outros ministros, em votação, tivessem de acordo.

Perícia

Além de Aécio Neves, o presidente Michel Temer também foi alvo dessa delação dos empresários da JBS.

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Temer já pediu ao STF a suspensão do inquérito aberto contra ele, já que foi confirmado que os áudios tiveram cortes. Segundo o presidente, a adulteração dos áudios é algo gravíssimo e por isso ele pediu a suspensão das investigações contra ele.

Na tarde deste sábado (20), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu para que Fachin enviasse um pedido a Polícia Federal para que enviasse a perícia nos áudios que foram registradas as conversas entre Temer e Joesley.

Diante da turbulência do caso, o ministro do STF foi aconselhado a manter cautela sobre todas as suas ações. Dois ministros do tribunal sugeriram que Fachin interrompa as investigações contra Temer enquanto não se comprova a lisura dos áudios.

Fachin pode se decidir sozinho pelo fato ou levar ao Plenário da Corte. Ministros do STF acreditam que levar o caso ao Plenário seria a decisão correta por se tratar de um tema delicado e que envolve o presidente do Brasil. #Senado Federal