Cada minuto que passa, mais informações vão aparecendo, agora são algumas citações de membros do Judiciário que podem estar envolvidos em escândalos. A #Polícia Federal (PF) apresentou registros de uma conversa telefônica entre o senador afastado #Aécio Neves e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), #gilmar mendes. Os grampos dessas conversas foram autorizados pelo relator da Lava Jato, Edson Fachin. Nos áudios grampeados, os dois estavam combinando detalhes de articulações para o projeto de Lei de Abuso de Autoridade, muito criticado pelo juiz Sérgio Moro. De acordo com a Polícia Federal, as gravações estão relacionadas à Operação Patmos, que busca investigar pessoas ligadas ao senador afastado Aécio Neves.

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No dia 26 de abril, o projeto foi aprovado no Senado. No mesmo dia, a PF gravou a conversa entre o ministro e o tucano. Aécio estava desesperado e pediu ajuda a Gilmar Mendes. Aécio queria que o ministro convencesse o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) a seguir o mesmo voto que o dele no projeto. Para o tucano, a intuição é "dar uma satisfação para a bancada" e aprovar a proposta.

A conversa entre eles durou 36 segundos. No diálogo, Gilmar Mendes disse que falaria com Flexa e afirmou já ter conversado com Tasso e Anastasia. Aécio reforçou na ligação que Flexa não sabe da importância da votação e pediu que Mendes dissesse para ele acompanhar a sua posição.

O ministro ressaltou que ligaria naquele momento para o Flexa. Mas antes da ligação do ministro, o senador tucano ligou primeiro e disse para Flexa que alguém importante iria telefoná-lo.

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Projeto de Lei

O projeto de Lei de Abuso de Autoridade foi aprovado por 54 votos a 19. O senador Flexa Ribeiro votou acompanhando Aécio, conforme desejo do tucano. O projeto prevê punição para servidores públicos, militares e membros do Poder Judiciário e Legislativo. Os procuradores da Operação Lava Jato criticaram muito esse projeto que poderia "atrapalhar" as investigações e os juízes não poderiam ficar a vontade em punir quem cometesse irregularidades.

Diretor da PF

O diretor da PF, Leandro Daiello, também foi pego nas gravações. A conversa ocorreu no dia 24 de abril. Aécio pede, no telefone, para ser recebido pelo diretor no dia 26 de abril. Bem nesse dia, o tucano tinha um depoimento para dar na PF. Na segunda conversa entre eles, Aécio disse que o depoimento foi cancelado pelo ministro Gilmar Mendes e afirma que dois advogados dele estavam indo à PF para ter acesso às investigações.

No final da conversa, o senador cassado pede um outro dia de encontro com o diretor para falar sobre a Reforma da Previdência. Daiello responde: "O senhor manda senador. Só me fala o horário".