Michel #Temer não será candidato à reeleição em 2018. Em uma esclarecedora entrevista à Rede TV nesta semana, o atual presidente da República aprofundou um pouco mais os seus objetivos para os próximos anos e negou que pretenda seguir na cadeira mais importante do Executivo brasileiro. O peemedebista se vê com o papel cumprido após substituir #Dilma Rousseff no Planalto.

Ao declarar que não pensa mais em se candidatar a cargos públicos, Temer não quis usar a palavra “aposentar”, porque ainda se vê útil dentro do cenário político brasileiro. De alguma forma de outra, indicou que seguirá na política, mas exercendo um outro papel.

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“Aposentar-me não. Nunca, jamais. Não é o que penso. Mas já não tenho mais a intenção de seguir alguma atividade política depois de 2018. Acho que eu já prestei, mesmo sendo pretensioso dizer isso, mas acho que já prestei um serviço. Digamos que eu cumpri o meu papel”, explicou Temer.

Antes de pensar no seu desfecho como presidente da República, o que ocorrerá na abertura do ano de 2019, o peemedebista ainda tem objetivos a serem alcançados no cargo. Ele coloca a aprovação das reformas trabalhistas e da Previdência como essenciais para o cumprimento do seu plano de governo.

Ele entende que ambas as reformas desafogarão, em um médio prazo, a economia brasileira. Em entrevista no início do ano, o presidente chegou a dizer que “o Brasil vai paralisar em sete anos se não aprovar a reforma da Previdência”.

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Politicamente, Temer entende que sua saída de cena a partir das eleições de 2018 poderá abrir espaço para novas lideranças políticas.

“Eu penso que já fiz o meu papel dentro do cenário da política nacional. Deste modo, entendo que é muito útil abrir espaço para os outros que estão surgindo. Esse é o pensamento que hoje eu tenho na cabeça. Só torço para que essas reformas avancem e que não exista a necessidade de pedirem para eu continuar”, acrescentou o presidente.

Histórico político do presidente Michel Temer

Político de extenso currículo e com inúmeras passagens pelo parlamento brasileiro, Michel Temer, também tido como um dos principais constitucionalistas do país, assumiu o cargo de presidente da República oficialmente em agosto de 2016, quando o Senado Federal votou de forma favorável ao parecer que recomendava a destituição de Dilma Rousseff, por meio de um impeachment.

Assim como nas eleições de 2010, o PMDB de Michel Temer se coligou com o PT, partido que detinha o poder desde 2003, quando Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula, enfim venceu pela primeira vez as eleições.

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Temer, em 10, foi o vice-candidato na chapa vencedora de Dilma Rousseff, que iniciava ali o seu primeiro mandato

A “parceria” teve continuidade em 2014 e buscou a reeleição. Em um dos pleitos mais disputados e equilibrados da história da democracia brasileira, Dilma e Temer venceram por uma pequena margem de votos a candidatura do tucano Aécio Neves e seguiram para um segundo mandato no Palácio do Planalto.

Mas já a partir de 2015 os desencontros e as “rusgas” entre Dilma Rousseff e o seu vice Michel Temer ficaram flagrantes. O vazamento de uma carta de reclamações de Temer a Dilma, onde o líder do PMDB reclamava de ser um "vice decorativo", e que teria perdido o "protagonismo político", ajudou a estremecer ainda mais as relações entre ambos.

Com o processo de impeachment de Dilma aberto em dezembro de 2015 e consumado em agosto de 2016, Michel Temer passou a governar o Brasil de acordo com a linha sucessória estipulada pela Constituição. Desde o início de sua gestão, tem colocado o foco em reordenar as finanças públicas do país por meio de polêmicas reformas.