O ministro Edson Fachin, relator da Operação #Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu por autorizar a abertura de inquérito para investigar o presidente #Michel Temer. O pedido foi feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR), Rodrigo Janot.

Agora o presidente Michel Temer passa formalmente a configurar como um dos políticos investigados na Operação Lava Jato. A solicitação do pedido de abertura de inquérito contra o atual presidente do Brasil ocorreu fundamentado na informação prestada durante uma deleção premiada à Procuradoria Geral da República, PGR, da existência de uma gravação realizada, no mês de março, de um encontro entre o presidente Temer e Joesley Batista, que é um dos proprietários do grupo JBS.

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Na conversa, Joesley dizia a Michel Temer que continuava a repassar mensalmente um montante de 50 mil reais, ao ex-presidente da Câmara dos Deputados e a Lúcio Funaro. Para que os mesmos se mantivessem em silêncio na prisão. Evitando, assim, que fizessem uma provável delação premiada, e repassassem informações aos investigadores da operação Lava Jato. Então o presidente diante desta informação do empresário teria dito que era para continuar pagando pelo silêncio dos dois.

O Supremo Tribunal Federal - STF, informou nesta quinta feira, que o ministro Edson Fachin homologou a colaboração premiada dos donos da JBS, e nela consta as acusações contra o atual presidente do Brasil. Pela Constituição brasileira, um presidente da República, só poderá ser investigado por atos que ele cometa no decorrer do seu mandato e com expressa autorização do Supremo Tribunal Federal.

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Situação que enquadra o presidente Temer, uma vez que o encontro e a referida conversa com o proprietário da JBS, ocorreu quando Michel Temer já ocupava o cargo de presidente. Ficando assim passível de investigação pelo STF. No decorrer desta quinta feira (18), houve várias especulações em relação a qual posicionamento seria adotado por Michel Temer, e se ventilou a possibilidade de que ele renunciaria ao cargo.

Porém, no final da tarde, o presidente que passou o dia reunido com ministros e aliados, após cancelar todos os compromissos que estavam agendados para o dia de hoje, fez um pronunciamento em rede nacional de televisão, no qual destacou que economia do Brasil começava a reagir, e dava indícios que a situação no Brasil estava no rumo certo. Também destacou que não é correto fazer este tipo de gravação clandestina, e falou de forma firme e enfática que não vai renunciar.