Foi protocolado na manha desta quinta feira (18), na Câmara dos deputados pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), um pedido de #Impeachment do presidente #Michel Temer. No pedido de afastamento, o senador pelo Amapá informa que Michel Temer cometeu crimes de responsabilidade, conforme o que foi dito pelo proprietário da empresa holding J&F, Joesley Batista, controladora do frigorífico JBS em sua colaboração a justiça.

Na avaliação do senador da Randolfe, houve a prática por parte do atual presidente da República, dos atos previstos em dois dispositivos constitucionais, os quais determinam que é crime de responsabilidade atentar contra o livre exercício do Judiciário e do Ministério Público.

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O senador diz também que Temer atuou contra a probidade na administração.

Este será o terceiro pedido de impeachment de Michel Temer apresentado à Câmara no período de 24 horas. Apenas algumas horas após o jornal "O Globo" divulgar em primeira mão conversa entre Joesley Batista e Michel Temer, os parlamentares federais Alessandro Molon (Rede-RJ) e João Henrique Caldas (PSB-AL) já haviam apresentado à Câmara pedidos de afastamento do então presidente.

Entenda o caso

O presidente Michel Temer foi gravado pelo dono da JBS, Joesley Batista, falando sobre a compra do silêncio do ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Temer ouviu do empresário que ele estaria dando a Eduardo Cunha e Lúcio Funado, um dos operadores da Operação Lava Jato, uma mesada na prisão para que ficassem e silêncio.

O presidente disse: "Tem que manter isso, viu?"

De acordo com o jornal "O Globo", Joesley levou um gravador para o encontro, no Palácio do Jaburu, ocorrido em março desse ano.

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A divulgação desse áudio em rede nacional colocou Michel Temer na mira dos políticos que não o apoiam e ele passa a ser alvo de vários pedidos de cassação, além de perder a confiança de alguns setores da população.