Na tarde desta quinta-feira (18), o #Presidente Michel #Temer (PMDB) foi veemente ao afirmar que não renunciará ao cargo. "Não comprei o silêncio de ninguém, sempre honrei meu nome e nunca autorizei usar meu nome indevidamente", afirmou Temer em pronunciamento.

Também nesta quinta, o Supremo Tribunal Federal, através de uma decisão do ministro Edson Fachin, que é relator da Operação Lava Jato no Supremo, autorizou a abertura de um inquérito contra o presidente com o objetivo de apurar as denúncias de Joesley Batista, um dos donos da JBS.

Nesta quarta-feira (17), foi divulgado que Batista afirmou, durante depoimento que consta do seu acordo de delação premiada, que Temer havia dado o aval para a compra do silêncio do deputado cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que está preso.

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Temer afirmou ainda, segundo apurou o jornal Folha de S.Paulo, que apenas se manifestará em concreto acerca do conteúdo da delação quando receber, na íntegra, a cópia das gravações feitas por Batista e outros membros da JBS. Temer, que confirmou o encontro com o empresário, rejeitou, em nota divulgada pelo Palácio do Planalto, o conteúdo das conversas.

Quem investiga Temer

Como não entregou o cargo, Temer mantém a prerrogativa de foro privilegiado. Protegido pelo foro, Temer poderá ser apenas submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal em infrações penais comuns, ou perante o Senado, caso seja acusado de crimes de responsabilidade que tenham ocorrido durante a duração do seu mandato.

Esta é a primeira vez que uma delação envolve fatos ocorridos após 12 de maio de 2016, data em que Temer assumiu a presidência do país.

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Até então, fatos relatados nas delações da Odebrecht teriam todos acontecido antes desta data, e não poderiam ser julgados ou imputados a ele.

A reunião com o presidente da JBS, no entanto, ocorreu no dia 7 de março passado e já não mais garante imunidade temporária ao presidente.

Cresce pressão para que Temer abandone o cargo

Mesmo afirmando que não deixará a presidência, cresce o número de grupos que pedem que Temer abandone o cargo. Movimentos sociais e políticos acreditam que até que o conteúdo das gravações da conversa entre Joesley e Temer seja divulgado, o presidente não terá quaisquer condições políticas de aprovar as reformas trabalhistas e da Previdência.

A economia, que começava a demonstrar os primeiros sinais de recuperação, também mergulha em mais um período de incerteza. Após a divulgação das denúncias envolvendo o presidente, o dólar passou a operar em forte alta em relação ao real, subindo em quase 10% no período da manhã. #Política