O ministro do Supremo Tribunal Federal (#STF), #Edson Fachin, tem conseguido apoios importantes para não deixar a Operação Lava Jato se enfraquecer. Para isso, ele recebeu a atenção da presidente do STF, Cármen Lúcia, que está disposta a mostrar ao povo que o Supremo não é um "inimigo' da Operação mais famosa do Brasil. Outra personalidade que também demonstra estar ao lado de Fachin é o Procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Nesta semana, inclusive, Fachin pediu a ele uma opinião para uma suposta análise de um pedido de impeachment contra o ministro da Corte Gilmar Mendes.

De acordo com um ministro próximo a Gilmar Mendes, os apoios recebidos por Fachin podem não ser ainda o suficiente para a manutenção das prisões preventivas contra os presos da Lava Jato.

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Esse ministro disse que tem muitos que não concordam com as prisões alongadas da força-tarefa e podem votar pela liberdade do ex-ministro Antonio #Palocci, provavelmente próximo caso a ser julgado. Se espera uma votação muito apertada. "Se engana quem pensa que será um passeio como aconteceu com o julgamento do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, disse ele.

Conceitos diferentes

Um dos equívocos de Fachin, segundo esse ministro que preferiu não ser identificado, é que o relator da Lava Jato não seguiu os mesmos conceitos do ministro falecido Teori Zavascki. Na época, Teori, antes de retirar da Segunda Turma do Colegiado a votação, ele consultou quase todos os ministros o que trouxe um ar de respeito com os outros. Fachin decidiu ir por outro caminho, ele foi direto com a presidente Cármen Lúcia e pode ter deixado alguns ministros com raiva.

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Ninguém sabe qual vai ser o resultado disso tudo, mas uma coisa é certa, Fachin está preocupado com a Lava Jato e reforça em suas atitudes os conceitos do juiz federal Sérgio Moro.

Revolta popular

Outro fato importante e que pode ser essencial durante a votação dos presos da Lava Jato, no Plenário, é a grande insatisfação e revolta popular contra o Supremo. Alguns ministros do STF sentiram na pele o povo revoltado com a soltura do ex-ministro petista José Dirceu. Foram relatados pelas secretárias dos gabinetes do Tribunal várias reclamações com xingamentos. O ministro que causou mais revolta na população foi Gilmar Mendes. Foram assinados até pedidos de impeachment contra ele.

A presidente do STF, Cármen Lúcia também ficou assustada com a repercussão da votação da Segunda Turma do Colegiado que livrou José Dirceu e por isso, está apoiando Fachin.