O interrogatório do ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva, ocorrido nesta quarta-feira (10), foi muito produtivo para o colhimento de informações que possam ajudar a concluir o caso do triplex, no Guarujá, litoral de São Paulo. #Moro fez diversas perguntas para o ex-presidente querendo saber se, de fato, ele era o dono do imóvel. Lula negou.

Em alguns momentos, o depoimento deixou a desejar, como quando o ex-presidente afirmou que o contato com D. Marisa Letícia, falecida este ano, era um pouco distante. Numa de suas afirmações, Lula não soube dizer ao juiz se D. Marisa havia voltado ao triplex para rever alguns detalhes.

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O petista disse: "Me parece que ela voltou lá". A resposta ficou no ar.

Ameaças

Moro lembrou, na audiência, uma frase dita por Lula num evento do Partido dos Trabalhadores (PT). "O que o ex-presidente quis dizer quando comentou que, caso se elegesse novamente, mandaria prender quem disse mentiras sobre o senhor?", perguntou o juiz.

Lula explicou que a sentença nada tem a ver com o processo atual. "A história vai julgar se eu cometi crimes ou não", disse o ex-presidente. Moro voltou a questionar: "Maso senhor pretende prender os agentes públicos?. Um pouco desconcertante, o ex-presidente disse que nem sabia se estaria vivo amanhã, então, não poderia afirmar.

Moro voltou a enfatizar:"Isso foi ditodo em um evento do PT".

Para escapar do assunto, Lula afirmou ter usado apenas uma figura de expressão.

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Para terminar, o juiz perguntou: "Você acha correto um ex-presidente falar isso? Por incrível que pareça, Lula concordou com o juiz: "Acho que não".

Críticas

Lula criticou o juiz contra diversos ataques que tem recebido dos procuradores da República. O magistrado rebateu ao afirmar que também sobre ataques.

O interrogatório demorou quase cinco horas. Lula aproveitou o espaço para criticar a imprensa. De acordo com o ex-presidente, a imprensa mostra apenas pontos negativos a seu respeito, sofrendo uma verdadeira perseguição.

No depoimento, Lula preferiu em alguns momentos o silêncio à resposta sobre denúncias que não eram o objeto da investigação em questão, como por exemplo, o Mensalão e o sítio de Atibaia, interior de São Paulo.