A decisão do juiz Sérgio Moro, responsável por dois dos processos da operação Lava Jato na primeira instância, em que o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva configura como réu foi publicada no sistema eletrônico da Justiça Federal no inicio desta manhã, dia 15 de maio. E tem como teor o indeferimento do pedido feito pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela defesa do ex-presidente em relação a permitir que sejam ouvidos mais testemunhas na ação penal em que #Lula é acusado de ter recebido um apartamento tríplex do Guarujá, como forma de pagamento por suposto benefícios à construtora OAS. Eles solicitavam que mais testemunhas fossem ouvidas antes da fase de alegações finais.

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No despacho Sérgio Moro alega seu indeferimento do pedido da defesa de Lula e do Ministério Publico Federal por falta de uma identificação completa como nome e endereço das testemunhas e também por considerar desnecessárias mais provas sobre o fato em questão e ressalta que já foram ouvidos muitos depoimentos sobre o tríplex, assim como, a reforma dele.

Na mesma decisão, o juiz Moro marcou os prazos para as alegações finais. Em que a parte que configura como a acusação terá até a data de 2 de junho, e a Petrobras tem até o dia 6 de junho para se apresentar suas alegações. Já defesa de Lula terá o prazo até o dia 20 de junho para se manifestar apresentando suas conclusões finais.

O juiz apenas consentiu o pedido da defesa do ex-presidente para que o Ministério Público Federal-MPF, informe caso tenha celebrado os acordos de delação premiada José Adelmário Pinheiro Filho ( Léo Pinheiro) e Agenor Franklin Magalhães Medeiros, que eram ex-executivos da empresa OAS.

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Sendo que apenas poderão ter acesso ao conteúdo que não estiver sob sigilo de justiça.

Lembrando que o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva e o Juiz Federal Sérgio Moro, estiveram frente a frente, durante o depoimento de Lula sobre o apartamento tríplex no Guarujá, na última quarta-feira (10). Ocasião em que Moro indagou por diversas vezes se o ex-presidente era proprietário de referido apartamento. Fato este negado tanto por Lula como pelos advogados que o defendem.

Após esta audiência a defesa de Lula entregou uma petição em que solicitavam que fosse permitido que mais testemunhas fossem arroladas ao processo. Porém o juiz Sérgio Moro negou o pedido alegando que já se tem provas suficientes, não havendo necessidade de se ouvir mais testemunhas. #Sergio Moro