Nesta segunda-feira (15), o juiz federal Sérgio Moro, comandante da Operação Lava Jato, recusou o pedido da defesa de Luiz Inácio #Lula da Silva e do Ministério Público Federal (MPF), para que fossem ouvidas novas testemunhas vinculadas a ação penal em que o petista prestou depoimento pessoal, nesta última quarta-feira (10).

O magistrado em seu despacho julgou "desnecessária" a produção de novas diligências para participar junto ao processo do tríplex e sobre suas respectivas reformas. Nesse ínterim, também foi estabelecido pelo magistrado o prazo para a apresentação das alegações finais. Desagradando, portanto, os advogados de defesa do ex-presidente e o MPF.

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Além da recusa especificamente relatada, Sérgio Moro negou outros pedidos, como por exemplo, a solicitação de auditoria interna em detrimento de recuperação judicial da empreiteira OAS. Talvez por considerar instrumentos de protelação ao processo, o juiz advertiu para a deliberação inequívoca.

Outro pedido segundo a defesa do petista que não foi atendido refere-se à documentação de licitações ocorridas na Petrobras, uma vez que, seriam de pronto anexados ao processo. Entretanto, Moro entendeu que se tratava de "milhares de documentos", não seriam irrelevantes ao réu e trabalhoso para a estatal.

Em outra petição, os advogados de Lula requereram o acesso ao acordo de delação premiada de Léo Pinheiro e Agenor Medeiros. No entanto, Moro afirmou que o interrogatório do empresário não houve a colaboração.

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Ademais, se por ventura ocorreu o pedido de delação foi de inteira responsabilidade do MPF, o qual deverá anexá-lo aos autos em suas alegações finais, do mesmo modo, se houver tal documento o sigilo será retirado.

Destarte, o magistrado fez questão de explanar sobre a transparência quanto ao sigilo dos benefícios de delação premiada garantindo assim: "A bem da ampla defesa", ou seja, as deliberações homologadas serão disponibilizadas em ação penal, como ocorreu com o do ex-senador Delcídio do Amaral ex-PT/MS, ex-diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró, do ex-gerente Pedro Barusco e os operadores Fernando Falcão, Milton Pascowitch e Alberto Yousseff entre outros.

Por fim, o despacho apresentou ainda os prazos para os envolvidos e a parte interessada, ficando estabelecidos ao Ministério Público os dias 25/05 a 02/06; a interessada Petrobras os dias 5 e 6 e a defesa de Lula do dia seguinte até 20 de junho. Assim, o juiz Sérgio Moro poderá proferir sentença seja ela de condenação, ou não, do ex-presidente. #Sergio Moro