Na última sexta-feira, dia 12, o Ministério Público Eleitoral apresentou suas alegações finais enquanto fiscal do processo que julgará a chapa de #Dilma Rousseff e Michel #Temer junto ao Tribunal Superior Eleitoral. O MPE recomendou a cassação - com isso, a saída de Temer - e a perda dos direitos políticos de Dilma Rousseff, que ficaria inelegível por oito anos.

O documento leva a assinatura do vice-procurador-geral Nicolao Dino e reforça as alegações já apresentadas em 4 de abril, na primeira fase do julgamento, que foi interrompido para a coleta de mais provas e de depoimentos de novas testemunhas. Foram incluídos os depoimentos do marqueteiro João Santana e sua esposa Mônica Moura sobre a acusação de que Dilma sabia do caixa 2 pago pela Odebrecht.

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A acusação no processo é sobre abuso de poder político e econômico da candidatura durante as eleições de 2014. Na ocasião, Dilma e Temer venceram em segundo turno o tucano Aécio Neves, em uma apertada margem de votos. O MP entende que a ex-presidente se omitiu sobre a forma ilícita na qual a empreiteira estava apoiando sua candidatura. Dino não vê espaço para julgamentos distintos com a separação de Dilma e do atual presidente.

Nesta segunda-feira, Herman Benjamin, ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e relator deste processo, liberou as ações finais e com isso julgamento já pode ser marcado pelo presidente da Corte, Gilmar Mendes. A data deve ser conhecida apenas na próxima semana.